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Jornal Diário de Suzano - 20/09/2020
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Acessos aos deficientes

24 ABR 2016 - 08h00

Os direitos das pessoas com deficiência ficaram por muitos anos esquecidos, sem qualquer sinal de avanço. Mas, agora finalmente estão chegando aos meios de comunicação e sendo integrados ao discurso do Estado, mas as mudanças concretas de efetivação de cidadania ainda ocorrem de maneira lenta, diz a superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos de Pessoas com Deficiência (IBDD), Teresa d'Amaral, em entrevista à Agência Brasil.

A legislação brasileira sobre o tema vem se aprimorando, mas não houve, nos últimos anos, efetivação dos direitos dessa parcela da população, segundo especialistas.

A falta de acessibilidade nos transportes públicos, nos prédios públicos e privados de uso coletivo, em restaurantes, em universidades, em hotéis e em espaços públicos, em geral, ainda existe.

A questão da acessibilidade é a que mais chama a atenção quando se fala em pessoas com deficiência, porque, na maioria dos casos, ocorre desrespeito “a um dos direitos mais básicos, o de ir e vir”. Esse direito praticamente não existe para pessoas com deficiência na maioria das cidades brasileiras.

Essas “dificuldades diárias” são encontradas em “praticamente todos os meios de transporte”. Ela defende uma atuação mais efetiva do Estado, mas também uma mobilização mais intensa da sociedade, que precisa compreender que os direitos das pessoas com deficiência não são “regalias”.

As dificuldades vão além da falta de acessibilidade e atingem também a falta de oportunidade de empregos.

O governo do Estado lançou o Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência (Padef), coordenado pela Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, está com 196 oportunidades de emprego. As vagas estão distribuídas na Capital e Grande São Paulo.

Uma boa oportunidade para os deficientes ainda esquecidos. Os interessados e empregadores devem se cadastrar no site do Emprega SP.

Desde sua implantação, em 1995, mais de 13,5 mil pessoas com deficiência foram inseridas no mercado de trabalho. O programa oferece avaliação de perfil profissional, orientação quanto ao laudo médico e as exigências do mercado de trabalho, encaminhamento para cursos e/ou vagas disponíveis, emissão de carteira de trabalho e habilitação do seguro-desemprego e divulgação de oportunidades de emprego.

É uma boa iniciativa que pode abrir espaço para outros projetos na área.

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