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Jornal Diário de Suzano - 05/12/2020

Calote no comércio

17 JUN 2016 - 08h00

A crise financeira no País pode ter contribuído para o crescimento do número de inadimplentes no comércio. Ou seja, o calote cresceu. Na edição de ontem, o DS divulgou reportagem mostrando que a quantidade de pessoas que tiveram o nome inserido na lista da inadimplência do comércio suzanense, de março a maio deste ano, cresceu 53,81% em relação ao mesmo período de 2015. Neste ano, mais de 20 mil consumidores tiveram os nomes inseridos no Serviço de Proteção ao Crédito (SCPC). Em março, abril e maio do ano passado, mais de 13,5 mil clientes ficaram com o nome “sujo na praça”. Os dados foram divulgados pela Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano.

A turbulência que atinge a economia brasileira tem sido acompanhada por uma crise de confiança por parte do empresariado, o que tem refletido no comércio.

Temerosos quanto aos possíveis desdobramentos, muitos deles colocaram o pé no freio para investimentos e reduziram também o ritmo de atividade, tanto na produção de bens quanto na prestação de serviços. A redução de vagas foi uma das medidas adotadas, o que puxou as taxas de desemprego para cima. Os trabalhadores dispensados, que já sofriam com a queda no poder de compra diante do aumento da inflação, ficaram sem recursos para arcar com as contas mensais, e passaram a engordar os índices de inadimplência.

O temido efeito dominó não só está estabelecido como ganha proporções maiores. Os gastos com serviços básicos, normalmente priorizados, entraram nos compromissos em atraso. Em Suzano, de acordo com o balanço, o número de pessoas que não conseguem quitar as respectivas contas subiu. Para se ter uma ideia, no último mês entrou na lista de inadimplentes do comércio suzanense 8.931 consumidores. No mesmo mês de 2015 foram registrados 4.543 novos nomes na lista de inadimplência. Dos três meses, março deste ano foi o único que teve o menor índice em comparação ao mesmo período de 2015. Enquanto no último ano tiveram o nome incluído 3.863 clientes, neste ano o número caiu para 3.219.

A crise no comércio reflete diretamente na economia do País e na instabilidade de vendas e, por tabela, desemprego e aumento da crise no comércio.

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