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Jornal Diário de Suzano - 25/01/2022

Carnaval cancelado

30 NOV 2021 - 05h00

Um grupo de cidades no Estado de São Paulo e no Brasil está preocupado e muito receoso com a volta do Carnaval. Por isso decidiu cancelar a festa.
Uma medida amparada por critérios técnicos de saúde.
Então apesar do avanço da vacinação, ao menos 70 cidades do interior de São Paulo já cancelaram o Carnaval de 2022 motivadas pela pandemia de Covid-19.
O levantamento foi feito, na semana passada, pelo jornal O Estado de S. Paulo.
As prefeituras alegam o risco de um aumento nas infecções pelo vírus, por causa do fluxo de pessoas e aglomerações, e ainda o respeito às famílias que perderam entes queridos. Há casos também de prefeituras sem recursos para bancar a festa, por terem investido no controle da doença. Estâncias climáticas - como Caconde, Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí - estão na lista dos que não preveem a festa.
Na Capital, a decisão final sobre a realização do Carnaval de rua será tomada até o fim de dezembro, de acordo com o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido. A deliberação será baseada no cenário da pandemia, como dados de internação e vacinação. Em paralelo, o evento segue em etapa de preparação e organização. No começo de novembro, a CRBS S.A. (ligada à Ambev) foi anunciada como patrocinadora oficial, por R$ 23 milhões. Além disso, a Prefeitura recebeu 867 solicitações de desfiles, uma redução de 9,68% em comparação a 2020. Os cortejos estarão concentrados majoritariamente em oito dias, 19 e 20 de fevereiro (pré-carnaval), 26, 27, 28 de fevereiro e 1º de março (carnaval) e 5 e 6 de março (pós-carnaval). 
Com um dos carnavais mais concorridos do interior, com uma infinidade de blocos inusitados e à tradição das marchinhas, São Luiz do Paraitinga cancelou o carnaval de 2022 nesta terça-feira.
Na estância climática de Caconde, conhecida por um Carnaval repleto de fantasias luxuosas, a Prefeitura anunciou a suspensão da folia em 2022. Em nota, o município informou ter cancelado a festa diante das manifestações contrárias ao evento. 
Quem defende a realização da festa argumenta que, além dos índices de vacinação estarem altos, os blocos e desfiles serão realizados em ambiente aberto, o que, teoricamente, reduziria o risco de contaminação. Mas a questão não é tão simples assim. 
Segundo especialistas, o novo coronavírus é transmitido principalmente por via respiratória, então, de fato, ambientes abertos representam menos risco. No entanto, uma festa como Carnaval ou Réveillon, por exemplo, cria uma aglomeração muito grande em que o distanciamento social não é possível, e isso faz com que os riscos de transmissão sejam altos.
A partir de janeiro de 2022, um grande número de indivíduos completará mais de cinco meses com a segunda dose da vacina, o que pode reduzir a resposta imunológica do organismo frente ao patógeno. A imunogenicidade das vacinas atuais acaba sendo reduzida após esse período, e nem todo mundo recebeu a terceira aplicação para reativar a proteção.

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