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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
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Clima

14 NOV 2017 - 05h00
A discussão sobre o clima é global, mas os efeitos das mudanças climáticas são locais. O vasto território e as paisagens diversificadas fazem do Brasil um cenário que pode ser afetado das mais diversas formas por esse fenômeno, seja com o aumento de eventos extremos, como secas e furacões, com a alteração de paisagens naturais, como a Amazônia e o Pantanal, ou com prejuízos para a agricultura.
Nesta semana, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) insistiu, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23), que está sendo realizada na Alemanha, para que o setor financeiro privado se envolva no combate às alterações no clima, de modo que os compromissos do Acordo de Paris sejam cumpridos. 
O responsável pela Iniciativa Financeira do Pnuma, Eric Usher, afirmou durante a COP23 que não é papel apenas da política e dos governos lidar com o "buraco financeiro" entre os fundos atualmente disponíveis e os necessários para manter o aumento das temperaturas globais abaixo dos dois graus em comparação com os níveis pré-industriais.
Especialistas têm afirmando que é necessário que todos os atores financeiros - públicos, privados, nacionais, internacionais -, assim como os mercados e os seus reguladores, trabalhem conjuntamente de forma efetiva para mobilizar pelo menos o US$ 1,5 trilhão necessário a cada ano.
O vice-presidente da Comissão Europeia (CE), Vladis Dombrovskis, disse que o desafio de conseguir investimentos para de "centenas de bilhões de euros" para o combate à mudança climática também é uma "oportunidade para a União Europeia".
Na opinião de Dombrovskis, o bloco poderia desta forma se transformar em um "ímã para o investimento ecológico e liderar o caminho da mobilização de financiamento público e privado para projetos sustentáveis".
De acordo com um comunicado do Pnuma, o progressivo aumento da ambição dos países para a redução das emissões de gases poluentes e o aumento das contribuições financeiras "devem ser vistos como um só desafio".
O comunicado afirma que o setor financeiro está "reconhecendo de forma majoritária onde e como a mudança climática apresenta riscos para os seus atuais investimentos", assim como "a necessidade de ajustar as suas bolsas apartando-se de ativos intensivos em CO2 para reduzir esse risco".
Mas os pesquisadores apontam que ainda há tempo de mudar esse cenário. Existe uma série de ações que podem ser tomadas para mitigar o impacto das mudanças climáticas e minimizar suas consequências. O primeiro passo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Caso os níveis desses gases continuem a aumentar na atmosfera, as alterações climáticas serão ainda mais severas. 
O problema é que esses gases permanecem na atmosfera por cerca de 50 a 100 anos. Então os gases já emitidos demorarão a ser dissipados.

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