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Jornal Diário de Suzano - 01/10/2020
SOUZA ARAUJO
ÚNICCO POÁ
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO

Combate ao zika

01 JUN 2016 - 08h00

O combate ao zika vírus levou o governo federal a adotar estratégias na tentativa de conter a doença no País. Por todos os estados, os trabalhos prosseguem.

Ontem, por exemplo, a Secretaria de Saúde da Bahia obteve o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresentou em Salvador, o primeiro teste sorológico rápido nacional para detecção do vírus zika. Assim, o exame que costumava levar semanas terá resultado em até 20 minutos.

É, sem dúvida, um excelente avanço para o País. O teste rápido facilitará a vida da população, ao permitir às mulheres, por exemplo, saberem se já foram ou estão infectadas pelo vírus.

Hoje existe uma quantidade de pessoas com sintomas que não têm o diagnóstico definitivo. Muitas vezes, as autoridades de saúde acham que a pessoa tem a zika, mas pode ser uma outra virose. A partir de agora, principalmente para as mulheres em idade gestacional, ter a informação se ela teve ou ainda não zika é extremamente relevante para a decisão dela, em iniciar uma gestação.

O dispositivo tem duas fitas portáteis (cassetes), que usam uma pequena amostra de soro do paciente. Uma das fitas reage com o anticorpo IgM, identificando infecções de até duas semanas. Já o segundo cassete reage ao IgC e identifica se o paciente já teve a infecção há mais tempo. Isso permite que o teste rápido detecte os anticorpos contra o vírus da zika, no organismo do paciente, em qualquer fase da doença.

Há anos, a população brasileira vem sofrendo com o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, da febre chikungunya e do preocupante vírus zika.

Reconhecidamente, o governo tem dificuldades para criar ações efetivas para eliminar o mosquito.

A população ainda hoje pouco tem feito para evitar a proliferação desse vetor.

Garrafas, pneus velhos, caixas d’água, vasos de flores são os locais preferidos para a proliferação do Aedes aegypti.

O que mais chama atenção é a microcefalia, condição neurológica rara em que a cabeça da pessoa é significativamente menor do que a de outros da mesma idade e sexo, e que também causa problemas na coordenação motora e na fala.

Os avanços no combate ao vírus zika podem contribuir de forma direta na tentativa de garantir, cada vez mais, a cura para esse tipo de doença.

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