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Jornal Diário de Suzano - 30/11/2020
Sec de Governo - Educação Kit de Atividades - Dezembro

Contaminação

04 DEZ 2015 - 07h00

O DS publicou na edição de ontem reportagem que traz certo grau de preocupação: a denúncia de moradores sobre despejo de esgoto na Lagoa do Raposão, no bairro do Sesc.

A situação preocupa porque é um caso envolvendo o meio ambiente, área praticamente preservada e que vem sendo atingida por dejetos de esgoto.

Antes de tudo, é preciso tomar providências, uma vez comprovado o problema. A Companhia de Saneamento Ambiental (Cetesb) já prometeu tentar uma solução por meio de uma inspeção que será feita no local.

Na reportagem que o DS trouxe, a população local afirma que há uma tubulação, que sai próximo da Avenida Francisco Marengo, despejando resíduos na água, poluindo a lagoa e afetando a fauna da região. Os moradores também ameaçam acionar o Ministério Público (MP).

É preciso “barrar” o avanço da poluição neste local para o bem da população que vive no Sesc e imediações.

Só para se ter uma ideia, o local era uma antiga cava de uma empresa de mineração que foi inundada pelo Rio Tietê, que corre ao lado, em um alagamento. Desde então, o local ficou conhecido como Lagoa do Raposão e durante o verão, até recebe alguns moradores que se banham no lagoa. De acordo com a Cetesb, não havia nenhum registro de reclamação na Agência Ambiental de Mogi das Cruzes, que atende as ocorrências da região.

A esperança é de que as primeiras inspeções que serão feitas pela Cetesb tragam algum tipo de plano ou providência a ser tomada na tentativa de solucionar a situação.

Além de resultar em poluição do ar e do solo, a ação do homem também afeta negativamente as fontes de água doce; e não são somente os rios, lagos, nascentes e represas que têm chamado atenção dos ambientalistas: as atividades humanas podem destruir até as reservas naturais de águas localizadas abaixo do solo.

A Lagoa do Raposão pode estar nessa situação. O depósito subterrâneo de água é chamado de lençol freático, que se forma a partir da penetração das águas das chuvas nas porosidades existentes no solo, isto é, nos espaços entre uma rocha e outra.

Por isso, espera-se uma solução razoável para o problema e para que a população saia ilesa a todo esse problema.

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