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Jornal Diário de Suzano - 26/11/2020
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Contra a violência sexual

22 MAI 2016 - 08h00

Nesta semana, dia 18 de maio, foi o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil. A campanha #ProtejaNossasCrianças foi realizada no Estado. Em Suzano também foram realizados eventos para lembrar a data e proporcionar conscientização sobre o tema.

Só para Balanço da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, responsável pelo Disque 100 - serviço gratuito nacional para denúncias, aponta que o estado de São Paulo registrou cerca de 16 mil denúncias em 2015 sobre violações de direitos de crianças e adolescentes, sendo 15,6% relacionadas à violência sexual.

A Secretaria chama a atenção para a proximidade das Olimpíadas do Rio de Janeiro, que aumenta consideravelmente o fluxo de turistas estrangeiros no País.

Em período de grandes eventos a vulnerabilidade das crianças aumenta e a sociedade precisa estar atenta, principalmente à exploração sexual no turismo.

Casos como o grooming, sexting, nude self, revenge porn e a pornografia infantil têm crescido uma vez que a internet também aumenta a vulnerabilidade e a exposição dos jovens.

A situação atual preocupa, principalmente quando percebe-se um crescimento de ocorrências.

A organização não governamental Safernet, que coordena uma central de denúncias contra crime de direitos humanos na internet, recebeu mais de 189 mil denúncias relacionadas somente à pornografia infantil em 2014.

A Assistência Social do Estado, por meio dos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas), realizaram cerca de 25,4 mil atendimentos no Estado de São Paulo em 2015, sendo 17% relacionados à violência sexual infantil.

Os diversos tipos de violência raramente ocorrem de maneira isolada, conforme garantem especialistas.

Os crimes sexuais, em especial os de estupro, são perpetrados, na maior parte dos casos, de forma clandestina, sem presença de testemunhas, pois o abusador, obviamente, não deseja sofrer punição por seus atos, e também porque o ato sexual, por natureza, envolve o que de mais íntimo há em cada ser humano, de modo que as pessoas, naturalmente, não se expõem durante seus atos sexuais. Em face disso, as palavras das vítimas desse tipo de crime revestem-se de peculiar importância, sendo determinantes para uma condenação criminal. É importante avançar, cada vez mais, nas políticas de combate e reduzir as ocorrências desse tipo.

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