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Jornal Diário de Suzano - 12/12/2017
mrv

Contra o abuso

12 SET 2017 - 05h00
Em agosto, a união de forças entre a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Metrô e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) resultou na criação da campanha “Juntos podemos parar o abuso sexual nos transportes”, coordenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O lançamento aconteceu na sede do TJ-SP, na Capital paulista.
A campanha visa promover uma mudança cultural que estimule vítimas de abuso sexual nos transportes e pessoas que presenciam algum episódio de violência a denunciarem os agressores e, consequentemente, inibir a prática desse tipo de crime. 
Em São Paulo serão afixados cartazes nos trens da CPTM e do Metrô e nos ônibus da EMTU com mensagens alusivas ao tema, além de postagens nas redes sociais das empresas. 
Configura abuso qualquer ato físico, de cunho sexual, que não tem a concordância da pessoa, afirmam especialistas.
 
Na edição de domingo, o DS trouxe reportagem sobre o tema. Com o aumento do número de casos relacionados a abuso sexual em trens, metrôs e ônibus da Capital e Região Metropolitana de São Paulo, a responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano, Silmara Marcelino, afirma que as mulheres devem estar atentas aos demais usuários do transporte público, pedir ajuda sempre que se deparar com alguma situação suspeita e denunciar o abusador mesmo em casos de menor repercussão.
 
Hoje a cidade não conta com projetos de proteção para o público feminino em transportes de uso coletivo, mas a delegada destaca que propostas viáveis podem partir de diferentes órgãos como a própria DDM, Polícia Civil, Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), Câmara, entre outros setores.
De acordo com dados divulgados na imprensa pela SSP, de janeiro a julho deste ano, foram computadas 288 ocorrências relacionadas a abusos em transportes públicos do Estado, no mesmo período, em 2016, foram 240 ocorrências, sendo que as naturezas são relacionadas à importunação ofensiva ao pudor, ato obsceno, estupro, assédio sexual, violação sexual mediante fraude e corrupção de menores.
 
Especialistas afirmam que, como acontece com a maior parte dos casos relacionados à violência de gênero, a subnotificação do crime de estupro e violência sexual são epidêmicas no Brasil, estimulada, entre outros fatores, pela falta de preparo das autoridades em acolher as vítimas e pela sensação de que a vexatória peregrinação em delegacias e tribunais, no fim das contas, acabará em impunidade. Há, ainda, o medo, a vergonha e, muitas vezes, o sentimento de culpa.
 
Em Suzano, até agora, nenhum caso foi registrado. 
Os especialistas afirma que sabemos que a defesa dentro do transporte é difícil, pois há a lotação e os abusadores se aproveitam disso, mas as mulheres devem ficar atentas com quem está ao lado e sempre pedir ajuda.
 
Este tipo de situação é crime, e a vítima deve acionar a empresa responsável pelo transporte, além de fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.). Ela não pode achar que isso não é nada, tem que denunciar.

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