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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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Crise nas montadoras

06 DEZ 2015 - 07h00

A crise financeira atinge não só os órgãos públicos municipais, mais principal indústrias e outros setores privados. Nesta senana, a preocupação ficou por conta das montadoras de carros.

Mesmo com as medidas adotadas ao longo do ano, como lay-off (suspensão temporária de contratos), férias coletivas e mais recentemente o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), as montadoras demitiram este ano, até novembro, 13,3 mil funcionários. É o maior número de dispensas desde 1998 quando, às vésperas da grande desvalorização do real, o setor cortou 22,2 mil postos.

Um número bastante preocupante que pode gerar uma crise ainda maior na economia do País.

As alternativas utilizadas até agora pelo governo federal na tentativa de retomar os postos de trabalho parece não ter surtido efeito desejado.

A situação se alastra para outros setores. Além das demissões, o setor tem atualmente 46 mil trabalhadores com alguma restrição em suas atividades. Cerca de 40 mil deles participam ou aguardam aprovação para entrar no PPE - que reduz jornada e salários em troca de estabilidade no emprego - e 6 mil estão em férias coletivas ou lay-off.

Nos últimos dois anos, foram fechadas 25,7 mil vagas nas montadoras de veículos e máquinas agrícolas, cuja mão de obra é especializada e os salários costumam ser acima da média de outras indústrias. O número equivale a 80% dos empregos gerados entre 2010 e 2013, anos de produção recorde, com volumes que variaram de 3,3 milhões a 3,7 milhões de unidades.

Neste ano, até o mês passado, foram produzidos 2,287 milhões de veículos, 22,3% a menos que em igual período de 2014. Só em novembro, a produção teve queda de 14,2% em relação a outubro e de 33,5% ante igual mês do ano passado. Foram 176 mil unidades, o menor volume para o mês em 12 anos. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê encerrar o ano com produção de 2,4 milhões de veículos, voltando assim aos níveis de 2006.

A expectativa é de que a situação possa melhorar, mas é evidente que por toda a quantidade de demissões é preciso que o governo federal possa “virar o jogo”. O problema é que a crise política vivida atualmente, em Brasília, também prejudica e inviabiliza o andamento de projetos.

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