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De volta às ruas

14 JUL 2016 - 08h00

A criação de um Shopping Popular, espécie de “camelódromo”, em Suzano foi uma alternativa para tentar retirar os ambulantes da área central. Os ambulantes conseguiram vender no local por uma época, mas agora reclamam do fraco movimento. O que era alternativa virou problema, porque os ambulantes estão retornando para as ruas.

O DS mostrou na edição de terça-feira que os lojistas do Shopping Popular de Suzano estão saindo do local para conseguir aumentar as vendas dos produtos. A alternativa está sendo usada, segundo eles, por conta do fraco movimento no espaço. Os vendedores dizem também que a crise é um dos principais fatores para este cenário.

Os ambulantes ficam vários dias sem vender nenhuma peça. Vendedores reclamam que a situação é muito difícil. Para eles, a crise é geral e seria justificável que alguns dos ambulantes saíam para vender fora. Eles reclamam que o fluxo de pessoas que circula pelo Shopping Popular é fraco. A Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano acha injusto os vendedores agirem desta forma.

A discussão em torno do assunto ficou acirrada porque para a ACE, o “verdadeiro” comerciante acaba sendo prejudicado, pois é ele que paga imposto pelo espaço e merece ter fluxo no seu comércio.

Outra reclamação é que mais ambulantes nas ruas atrapalha muito o movimento e até mesmo na questão de emprego do município.

A Prefeitura de Suzano, por sua vez, informou que a Fiscalização de Posturas atua permanentemente no município. No entanto, as operações mais pontuais, como nas proximidades do Centro Popular de Compras e na Rua General Francisco Glicério, por exemplo, demandam trabalho conjunto entre o setor de Fiscalização, a Guarda Civil Municipal e também a Polícia Militar. Por isso, precisam ser programadas.

Só para se ter uma ideia, a proporção de pessoas que trabalham por conta própria entre o total de ocupados aumentou de 17,9%, em janeiro de 2013, para 19,8% em novembro de 2015, segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento cobre as seis principais regiões metropolitanas brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador). Na avaliação do economista e pesquisador do Ipea, Miguel Foguel, o aumento do trabalho por conta própria está relacionado à crise econômica e à consequente redução dos empregos formais.

Isso mostra que a tendência é de que haja crescimento no número de profissionais liberais trabalhando nas ruas.

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