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Jornal Diário de Suzano - 03/12/2021

Déficit de profissionais

17 NOV 2021 - 05h00

Os servidores da saúde tiveram papel importante na fase mais crítica da pandemia da Covid-19. Foram eles que estiveram na linha de frente. 
Prestaram atendimento aos pacientes, arriscaram a vida e, muitas vezes, ficaram longe de suas famílias.
Foi, sem dúvida, um trabalho incansável, proporcionado por horas de dedicação e amor à profissão na área da saúde.
Na semana passada, o DS trouxe reportagem que preocupa.
Com a diminuição dos casos de Covid-19, o déficit de profissionais da saúde no Alto Tietê pode ultrapassar 2 mil no cenário pós-pandemia. 
É um número grande, que pode provocar, sobretudo, uma sobrecarga para quem está trabalhando no setor e pior: reduzir o atendimento aos pacientes em várias áreas da saúde.
A estimativa é do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Mogi e Região (SindSaúde), que soma a falta de profissionais ainda antes da pandemia.
O jornal ouviu a diretora regional do SindSaúde, Katia Aparecida dos Santos. Ela disse que o número poderia ser ainda maior, uma vez que não leva em conta os profissionais da área que chegaram a ser contratados de forma temporária e em regime de urgência ao longo da pandemia, mas com o final dos contratos, começaram a deixar os hospitais.
Atualmente, o sindicato contabiliza que a região tem aproximadamente 4 mil trabalhadores, sem contar os contratos temporários e levando em conta os que estão se aproximando da aposentadoria. O déficit é de pelo menos 2 mil.
É preciso, sem dúvida, criar condições de superar esse déficit para que o atendimento na área da saúde não fique prejudicado.
Segundo o Sindsaúde, a situação muda quase que diariamente, porque alguns se aposentam, por exemplo. 
Ainda de acordo com o sindicato, agora está sendo refeita essa contabilidade para ver como está neste momento. Atualmente, o Alto Tietê tem por volta de 4 mil trabalhadores na região.
Segundo a entidade seriam necessários mais de 2 mil para minimamente adequar a situação.
Segundo a representante, o problema é agravado devido à falta de concursos públicos, o que prejudica diretamente no ritmo de atendimentos.
O atendimento na área da saúde provou ser fundamental, sobretudo em época de pandemia. Mostrou também que é eficaz e necessário.
A expectativa é por novos concursos públicos.
Além de reivindicar a contratação de mais profissionais, a representante do sindicato relata a falta de valorização no setor. Segundo ela, o problema ficou ainda maior após a aprovação do Projeto de Lei (PL) 26/2021 em outubro, que, entre outras medidas, prevê alterações diretas aos profissionais de saúde que atuaram na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus.
Segundo Kátia, entre outras coisas, o PLC 26 retira a correção automática do adicional de insalubridade dos profissionais da saúde. 

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