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Jornal Diário de Suzano - 20/09/2020
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Demissões em alta na região

18 SET 2016 - 08h00

A geração de emprego é um dos grandes desafios das administrações. A crescente alta do desemprego assusta. O Alto Tietê também sente o reflexo negativo.

Na semana passada, dados do Centro das Indústrias do Alto Tietê (Ciesp) mostraram saldo negativo e alta de demissões.

Só para se ter uma ideia, a indústria regional voltou a amargar um dos piores resultados desse ano. O nível de emprego industrial fechou o mês de agosto deste ano com uma variação de -1,05%, o que corresponde ao fechamento de aproximadamente 600 postos de trabalho, segundo pesquisa do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Neste ano, a indústria do Alto Tietê acumula um resultado de -7,56%, representando uma queda de aproximadamente 4,7 mil postos de trabalho. Se for levado em conta os últimos 12 meses, o índice acumulado é de -12,81%, equivalente ao fechamento de cerca de 8,5 mil vagas nas oito cidades que integram a Diretoria do Ciesp Alto Tietê - Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.

No plano pessoal, o desemprego é devastador. Traz a incerteza para dentro de casa. Exige corte de gastos. Atinge toda a família. Coloca a poupança e o patrimônio em risco. E, não raro, corrói a autoestima.

Para a economia de um País, uma taxa de desemprego alta mantida por muito tempo também é devastadora. Aumenta a inadimplência, reduz o consumo, eleva a informalidade e joga a atividade econômica para baixo.

Em agosto deste ano, o nível de emprego industrial no Alto Tietê foi o sexto pior do Estado, levando-se em conta as 35 regiões industriais paulistas - a região só foi melhor do que Jaú (-1,31%), Presidente Prudente (1,38%), Jacareí (1,65%), Santos (3,03%) e Santo André (6,37%). O resultado do Alto Tietê também ficou longe da média estadual, que foi de -0,49%.

A crise do emprego no Brasil não poderia ocorrer em pior hora.

O País entra agora nos últimos anos de ascensão do chamado bônus demográfico, momento em que o número de pessoas em idade produtiva é muito maior do que a soma de crianças e idosos. Nos anos 50, havia um brasileiro apto a trabalhar para dois que estavam fora da força de trabalho — a maioria crianças.

Sem dúvida alguma a geração de emprego deve ser também um dos grandes desafios dos próximos prefeitos a partir de janeiro de 2017.

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