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Jornal Diário de Suzano - 01/10/2020
SOUZA ARAUJO
ÚNICCO POÁ
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO

Dia da Mulher e avanços

09 MAR 2016 - 08h00

No dia Internacional da Mulher, comemorado ontem, o DS trouxe reportagem mostrando dados preocupantes. Em seis meses, as duas Delegacias da Defesa da Mulher (DDMs) da região instauraram 1.048 inquéritos de violência contra a mulher, além de 15 prisões. Ou seja, as mulheres continuam sendo vítimas de agressões e a punição para maridos e companheiros ainda é pequena.

Para se ter uma ideia, o número representa cerca de seis agressões por dia. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), foram 459 casos em Suzano e 589 em Mogi das Cruzes.

Especialistas garantem que a violência contra a mulher é um problema social e de saúde pública que atinge todas as etnias, religiões, escolaridade e classes sociais. É uma violação de direitos humanos e liberdades fundamentais. Por isso, este tipo de violência não pode ser ignorado ou disfarçado. Precisa ser denunciado por toda a sociedade.

A violência pode se manifestar de várias formas, com diferentes níveis de gravidade. Geralmente, com episódios repetitivos e que na maior parte das vezes, costuma ficar encobertos pelo silêncio.

Na maioria das vezes, a violência acontece dentro da própria casa. Pode ser cometida pelo marido, companheiro, pai, irmão, padrasto ou qualquer outra pessoa que viva sobre o mesmo teto. Pode acontecer também no trabalho, na rua, na escola, e em outros lugares.

Há mais de 40 anos, a Organização das Nações Unidas (ONU) abriu o debate sobre o tema e declarou 1975 como o Ano Internacional da Mulher, um marco no reconhecimento da igualdade entre homens e mulheres e no combate à discriminação, além da ampliação de direitos às mulheres.

Em 1995, na quarta conferência sobre mulheres das Nações Unidas, em Pequim, a organização traçou metas para acabar com essa violência. Passado mais de 20 anos, apesar dos avanços, as mulheres continuam em situação vulnerável.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 35% das mulheres no mundo foram vítimas de violência física ou sexual em 2013. Em alguns países, essa realidade atinge 70% da população feminina. De lá para cá ocorreram avanços significativos. Mas é preciso avançar mais.

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