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Jornal Diário de Suzano - 22/09/2020
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Direção segura

17 SET 2016 - 08h00

A violência no trânsito é, no Brasil inteiro, um problema social dos mais agudos a ser enfrentado pelo Poder Público e por intermédio da conscientização de toda a sociedade.

Além de dramas pessoais e familiares, é questão que incide fortemente na Saúde Pública. Dados do SUS revelam que cerca de 1/3 dos leitos hospitalares são ocupados por pessoas que sofreram lesões em ocorrências no trânsito.

E as leis, que a cada dia, vêm se tornando mais severas contra o infrator no trânsito constantemente passam por aprimoramentos.

Agora, em Brasília, um outro assunto vem predominando: motoristas profissionais poderão ter a opção de pagar multa para não perder temporariamente o direito de dirigir se atingirem 20 pontos na carteira em um ano. Essa mudança no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997) está prevista em proposta que está sendo analisada no Senado.

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 334/2016 passará por votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposição estabelece que os motoristas profissionais, em vez de terem a carteira suspensa, paguem multa de R$ 2 mil quando for atingido o limite máximo de pontos para infração.

Os condutores que exercem atividade remunerada em veículo habilitado na categoria B, como os taxistas, são inseridos pelo projeto entre os que são considerados motoristas profissionais, atualmente aqueles habilitados nas categorias C, D e E. Dessa forma, eles também poderão pagar multa para não ter suspenso o direito de dirigir.

Pelo Código de Trânsito em vigor, os condutores habilitados nas categorias C, D ou E devem ser convocados a participar de curso preventivo de reciclagem sempre que alcançarem 14 pontos de multa no intervalo de 12 meses. O projeto insere também os motoristas da categoria B nessa exigência. O pagamento da multa, previsto no projeto, não elimina a necessidade de presença no curso.

De acordo com o Código de Trânsito, a suspensão do direito de dirigir deverá ter duração mínima de um mês até o máximo de um ano e, no caso de reincidência no período de 12 meses, pelo prazo mínimo de seis meses até o máximo de dois anos.

É importante garantir a segurança no trânsito para poupar vidas. Os acidentes vêm preocupando a todos e, principalmente, famílias inteiras que correm risco de perder seus parentes, à medida em que o trânsito fica mais perigoso.

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