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Jornal Diário de Suzano - 22/02/2020
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Energia elétrica furtada

11 FEV 2020 - 23h59
O combate ao furto de energia elétrica foi reforçado pela EDP, distribuidora de energia elétrica.
Na edição de ontem, o DS trouxe reportagem mostrando que em 2019 a empresa atuou fortemente no trabalho contra as fraudes de energia. 
Por meio do trabalho de fiscalização realizado foram identificadas 7.662 irregularidades de energia em residências, comércios e indústrias na região. Esta energia recuperada pela EDP, 36 mil Megawatts-hora (MWh), é o suficiente para abastecer as cidades de Guararema e Jambeiro juntas por dois meses. Após o flagrante, o responsável pelo local é convidado a participar da apuração da energia furtada junto dos técnicos especialistas da empresa e, conforme regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é realizado a cobrança de todo o valor não faturado durante o período do furto.
Segundo especialistas, furto de energia é puxar/desviar energia diretamente da rede elétrica sem passar pelo medidor, são os famosos “gatos”. 
Fraude é quando o cliente rompe os lacres da sua medição e manipula o consumo do seu medidor de energia, ou seja, faz adulterações no sistema de fiações elétricas da sua residência/comércio/indústria – de modo que, apesar de consumir uma quantidade X de energia, só pague efetivamente por uma parte menor (fração) desse consumo, devido à fraude.
Segundo a EDP, a tecnologia é parte essencial no trabalho de combate às fraudes. Por meio de uma central integrada de monitoramento remoto e ferramentas de modelagem estatística, a companhia identifica com mais precisão as inconsistências na medição dos clientes, com alertas e mapeamento de suspeita de irregularidades e dessa forma realiza inspeções em campo em toda área de Concessão, com equipes especializadas, munidas de equipamentos de última geração. Com isto, uma em cada três inspeções realizadas no Alto Tietê houve identificação de irregularidade na medição. 
O furto de energia, além de perigoso, contribui para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores, uma vez que a quantidade de energia perdida por fraude e os custos para identificar e coibir as irregularidades são levados em consideração pela Aneel para estabelecer o valor da tarifa de energia para cada área de concessão. 
Todo mundo perde. Parte do valor da energia furtada é dividida entre todos os outros consumidores da comunidade, mesmo aqueles que são honestos e pagam suas contas em dia, pois a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite, em normativa, que as empresas fornecedoras de energia cobrem um percentual das perdas dentro da tarifa média repassada aos usuários.
E, além de incorrer em uma infração, o cliente que faz a ligação clandestina arrisca a vida com instalações precárias, que podem causar acidentes graves e fatais, como por exemplo, choque elétrico e incêndios.
Os ‘gatos’ também sobrecarregam os transformadores da rede de distribuição, prejudicando toda a comunidade.

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