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Jornal Diário de Suzano - 05/12/2021

Famílias com renda de programas sociais

20 NOV 2021 - 05h00

Reportagem da Agência Brasil mostra que o total de domicílios nos quais as pessoas recebiam outros programas sociais subiu de 0,7% para 23,7% de 2019 para 2020. O percentual representa 16,928 milhões de domicílios que auferiam no ano passado este tipo de rendimento. Especialistas afirmam que os benefícios sociais no Brasil são de extrema importância para a economia, uma vez que possibilitam que as pessoas mais pobres possam se alimentar dignamente ou obterem descontos em viagens.
Outro ponto importante a ser apontado é de que graças a alguns benefícios que a desigualdade e o abismo entre os ricos e pobres é um pouco minimizada e auxilia que as pessoas mais simples possam viver com um pouco mais de conforto e dignidade.
A reportagem da Agência Brasil mostrou que o aumento de famílias em programas sociais foi notado em todas as regiões, mas os maiores percentuais foram no Norte, onde cresceu de 0,5% para 32,2%, e no Nordeste, que saiu de 0,8% para 34%.
Os dados fazem parte da pesquisa Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad Contínua 2020: Rendimento de todas as fontes, divulgada, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o estudo, a causa da expansão foi a concessão do auxílio emergencial, criado pelo governo federal durante a pandemia visando atender trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.
Na Pnad Contínua 2020, o benefício entrou na rubrica de outros rendimentos, como valores recebidos por meio de programas sociais, aplicações financeiras, seguro-desemprego e seguro-defeso.
Segundo levantamento, as maiores proporções de domicílios com beneficiários de programas sociais foram verificadas nas regiões Norte e Nordeste. Nelas, 12,9% e 14,2%, respectivamente, tinham rendimento do Programa Bolsa Família; 5% e 4,5% do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas); e 32,2% e 34% de outros programas sociais, com destaque para o auxílio emergencial.
Na outra ponta, a Região Sul, independente do programa, apresentou as menores proporções. No Bolsa Família eram 2,9%, BPC-Loas 1,7% e outros programas sociais 14,4%.
Os domicílios que recebiam o BPC-Loas também recuaram. Eram 3,5% e caíram para 3,1% no período. Em 2019 o valor chegou a R$ 761 e, no ano seguinte, R$ 792.

 

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