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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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Inflação e alimentos

09 JUL 2016 - 08h00

O feijão tem sido o grande vilão do aumento dos preços. Mas, outros produtos também seguem a mesma tendência com a alta dos valores e, consequentemente a redução do consumo por parte das famílias.

Mesmo fechando junho com ligeira queda de preços em relação a maio, alimentação e bebidas foram os que mais pressionaram a alta de 0,35% da inflação em junho. E o feijão-carioca apresentou a maior alta de preços.

Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas fechou junho com alta de 0,71%. Apesar de ter subido menos em relação a maio (que foi 0,78%), foi o grupo que mais impactou o IPCA.

A inflação oficial do País, medida pelo IPCA, caiu 0,43 ponto percentual no mês de junho em relação a maio, ao passar de 0,78% para 0,35%. A taxa de junho (0,35%) é a menor desde agosto do ano passado (0,22%).

As maiores altas foram o feijão-carioca (41,78%); o feijão-mulatinho (34,15%); leite longa vida (10,16%). Esses produtos equivalem a 60% do IPCA.

No mesmo grupo, os produtos que tiveram queda de preços foram: cenoura (23,72%); cebola (17,78%); tomate (-8,08%); e frutas (-7,58%). A batata-inglesa, que fechou maio com alta de 19,12%, também teve desaceleração em junho, ao cair para 2,08%.

Em outros grupos, também houve redução nos preços: habitação (de 1,79% para 0,63%); artigos de residência (de 0,63% para 0,26%); vestuário (de 0,91% para 0,32%); saúde e cuidados pessoais (de 1,62% para 0,83%); despesas pessoais (de 1,35% para 0,35%) e educação (de 0,16% para 0,11%).

Grande vilão da inflação no ano passado, a queda dos preços administrados foram determinantes para o IPCA fechar o mês passado com índice menor na comparação com maio.

Os itens que integram os administrados passaram de 1,4% para 0,24%.

Uma coisa é certa: os preços continuam subindo, mas com menor intensidade. A alta dos preços dos alimentos tem relação direta com os problemas climáticos, que afetaram a safra este ano. Projeções do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), apontam que a safra deve ser 10% menor em comparação a do ano passado, que teve números recordes.

É torcer agora para que os preços se estabilizem, garantindo oportunidade para que os consumidores possam usufruir dos alimentos na mesa.

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