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Jornal Diário de Suzano - 04/07/2020

Inflação

14 JAN 2020 - 23h59
O combate à inflação sempre foi um grande desafio para o governo. Nos anos 1980 a inflação chegou a percentuais estratosféricos. 
Combater para valer passa por diversos pontos. 
É preciso estimular a concorrência, porque temos muitos setores oligopolizados, com grande poder de formação de preços. 
A inflação é o aumento persistente e generalizado no valor dos preços. Quando a inflação chega a zero dizemos que houve uma estabilidade de valores.
Especialistas afirmam que também é necessário rever o sistema de metas, aperfeiçoando-o com as melhores práticas internacionais. 
O Brasil é muito focado no curto prazo e tem um sistema muito restrito de captação de expectativas. Elevar os juros não resolve, por vários motivos, segundo especialistas. O aumento dos juros também aumenta o custo de financiamento da dívida pública.
Nesta semana, reportagem da Agência Brasil mostrou que o indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou alta em todas as classes sociais, em dezembro de 2019, especialmente para as famílias de renda mais baixa, de 1,19%, devido aos preços dos alimentos no domicílio. 
Segundo a reportagem, no acumulado do ano, a inflação para as famílias mais pobres ficou em 4,43%.
Para as famílias de maior poder aquisitivo, o indicador subiu 0,99% em dezembro, sendo mais impactado pelo aumento nos transportes. Em 2019, a inflação para as famílias mais ricas foi de 4,16%.
Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Segundo o Ipea, apenas a inflação dos alimentos responde por 97% de toda a variação de preços em dezembro para a classe de renda mais baixa, que recebe até R$ 1.643,78 por mês. Além das carnes, com aumento de 18,1%; tubérculos, de 6,4%; cereais, de 5,73%, e aves e ovos, de 4,48%, foram os grandes vilões da cesta de consumo das famílias mais pobres.
Para as famílias mais ricas, que recebem acima de R$ 16.442,40 por mês, os reajustes das passagens aéreas, de 15,6%, e dos combustíveis, de 3,57%, foram os que mais pressionaram a inflação em dezembro.
Já a queda de 4,24% do preço da energia elétrica gerou um alívio inflacionário em todas as faixas de renda.
No balanço do ano, as famílias mais pobres apresentaram uma inflação levemente superior à registrada pelo segmento mais rico da população, influenciada, sobretudo, pelos aumentos dos alimentos no domicílio (7,8%), energia elétrica (5%) e do ônibus urbano (6,6%). Em contrapartida, a inflação do segmento mais rico foi impactada com maior intensidade pelos reajustes dos combustíveis (5,2%), dos planos de saúde (8,2%) e das mensalidades escolares (5%), informa o Ipea.
Quando ocorre inflação o aumento de preços é verificado na grande maioria dos bens e não somente em alguns. Há uma acentuada diminuição do poder de compra devido a vários fatores, como por exemplo, o rendimento salarial que não sofre alteração.

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