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Mais agentes, mais ações

08 SET 2015 - 08h00

A batalha contra a dengue prossegue nas cidades da região e do Estado. O número de novos casos cresce e preocupa as autoridades de Saúde, que pedem reforço na vigilância contra o mosquito Aedes aegypti. Na semana passada, o secretário estadual de Saúde, David Uip, se reuniu com prefeitos e secretários das cidades da região e de outras regiões do Estado para anunciar novas medidas para conter o avanço da dengue nos municípios.

Uma das medidas é a contratação de mais 500 agentes de controle de endemias para auxiliar no trabalho de prevenção à dengue.

O contrato será firmado pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e terá validade de três meses, período considerado estratégico para a adoção de medidas preventivas para o próximo verão.

Os profissionais contratados vão trabalhar no bloqueio de casos e na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A medida é interessante e também importante para barrar o avanço da proliferação de novos casos.

Só para se ter uma ideia, os recursos serão de R$ 6 milhões, o que, somado ao que já se investiu este ano, chega a R$12 milhões. O efetivo de agentes será de mil pessoas em campo. Também foram comprados 150 atomizadores costais para aplicação de inseticidas, nove atomizadores acoplados em viaturas e 450 kits de equipamentos de proteção para os funcionários.

Segundo dados divulgados pela secretaria estadual, até agora, os 10 municípios paulistas com maior número de casos de dengue confirmados são: Campinas (61.483); Sorocaba (50.316); São Paulo (39.841); Guarulhos (20.147); São José do Rio Preto (16.824); Sumaré (14.459); São José dos Campos (14.290); Rio Claro (13.730); Limeira (11.285) e Catanduva (10.458). As dez cidades concentram 43% dos 589.192 casos confirmados no Estado.

Portanto, a reunião da semana passada foi importante para antecipar o que o Estado e os municípios deverão fazer nos próximos meses. Existe a necessidade de toda a sociedade se envolver no trabalho.

Este, sem dúvida, é um embate muito difícil, porque a dengue veio para ficar, e o vírus não tem tratamento específico nem vacina disponível. Por isso, muito do que é feito depende da participação da sociedade. Uip ressaltou que o Instituto Butantan já encerrou a segunda fase de testes e submeteu os resultados ao Ministério da Saúde e aos órgãos de ética do governo federal.

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