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Jornal Diário de Suzano - 15/06/2019
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Obras paralisadas

06 ABR 2019 - 23h59
O Brasil ainda precisa investir mais em infraestrutura. Basta olharmos a falta de mais ‘quilometragem’ e extensão de trilhos de trens, mais rodovias, etc. O País desperdiça um volume significativo dos recursos aportados em vários setores, em razão do excesso de obras que são interrompidas antes da entrega. 
As paralisações consomem recursos sem gerar benefícios para a sociedade e são, em geral, consequência de falhas na forma como o setor público executa seus projetos. 
Na edição de hoje, o DS traz uma reportagem especial mostrando o volume de obras paralisadas no Alto Tietê e no Estado. Os dados apontados são do Tribunal de Contas do Estado (TCE). 
Mas, antes desse estudo a Confederação Nacional da Indústria (CNI) também havia detectado o problema. 
Só para se ter uma ideia, de acordo com números obtidos pela CNI junto ao Ministério do Planejamento, 2.796 obras estavam paralisadas no Brasil, sendo que 517 (18,5%) eram do setor de infraestrutura. Os dados são de 2018.
A área de saneamento básico liderava o ranking, com 447 empreendimentos interrompidos durante a fase de execução. Na sequência, apareciam obras de rodovias (30), aeroportos (16), mobilidade urbana (8), portos (6), ferrovias (5) e hidrovias (5). As obras paradas de infraestruutra já custaram R$ 10,7 bilhões e não trouxeram nenhum retorno para a sociedade.
Desta vez, os dados são do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e apontam 1.650 obras paralisadas ou atrasadas em todo o território estadual. 
Entre os meses de fevereiro e março deste ano, foram consultados 4.474 órgãos jurisdicionados – nos municípios e Estado - que informaram que, no quadro atual, foram computadas 1.677 obras paralisadas ou atrasadas, totalizando um investimento de R$ 49.644.569.322,13. 
Do total, 317 são de responsabilidade do governo do Estado e possuem um valor médio de R$ 145.272.295,50. Entre os 5 maiores contratos estão ajustes promovidos por meio da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metro) com a execução de serviços para implantação das Linha 6-Laranja, Linha 15-Prata, Linha 2-Verde e Linha 17-Ouro. 
No Alto Tietê, os dados apontam 31 obras paralisadas. O prejuízo, realmente, é enorme. É preciso garantir e ter mais responsabilidades com o dinheiro público, mais planejamento para que desperdícios assim não sejam repetidos.

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