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Jornal Diário de Suzano - 28/02/2021

Os primeiros vacinados

22 JAN 2021 - 05h00
As primeiras doses da vacina Coronavac começaram, na quarta-feira, a serem aplicadas nas cidades da região. O momento é de grande expectativa. Isso porque é, até agora, a única possibilidade de se proteger da doença. Não há comprovadamente medicamentos eficazes de proteção ao coronavírus.
O problema é a quantidade de doses. Somente em Suzano, só para pegar como exemplo, são 2,8 mil. Dá para vacinar 40% dos trabalhadores da saúde.
A grande expectativa fica por conta da possibilidade de a produção das vacinas serem feitas no Butantan e na Fiocruz. Mas, os insumos que vêm da China ainda precisam ser exportados. E é aí que existe o entrave. Há atrasos de vacinas da Índia e os insumos da China, o que pode deixar as cidades da região, o Estado e o País sem as vacinas.
Seria muito prejudicial uma paralisação da campanha a essa altura do campeonato.
Os casos de coronavírus aumentaram. O isolamento social também deixou de ser respeitado e a vulnerabilidade do grupo de risco preocupa.
O trabalho da Câmara Técnica de Saúde do Consórcio de Municípios do Alto Tietê (Condemat) tem sido muito importante em concentrar reivindicações de prefeitos das cidades da região.
É por meio deste órgão que o Estado e governo federal são cobrados.
O Alto Tietê segue fazendo seu trabalho de orientação, com reuniões periódicas entre os prefeitos na tentativa de buscar soluções para os desafios por conta da Covid-19.
Aliás, lá em março, em reportagem do DS, a Câmara Técnica de Saúde foi uma das primeiras a ‘clamar’: “Fiquem em casa!”.
O distanciamento social ainda é uma das ‘armas’ para evitar a disseminação da doença.
Na verdade, é o que ocorre no País: ao invés de isolamento, tenta-se distanciamento, com muitas dificuldades.
Há as classes mais periféricas com intensas dificuldades de se isolar ou se distanciar.
Pelas pesquisas a periferia é que mais necessita de auxílio neste momento difícil.
Mesmo com a vacina, que tem poucas doses, ainda é preciso se precaver com uso de máscaras, álcool em gel e, sobretudo, cumprir as recomendações das autoridades de saúde.
Espera-se por mais doses de vacinas para garantir o atendimento ao grupo prioritário da população.
Para isso, as autoridades de saúde, principalmente o Ministério da Saúde, devem ter condições de conversar com os outros países, principalmente, os que detêm a tecnologia, os insumos e lotes de novas doses da vacina, como a China.

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