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Ouvir, ouvir, ouvir...

29 JAN 2016 - 07h00

Durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), muitos foram as críticas de que ela não costumava ouvir os mais diferentes segmentos da sociedade. Decidiu sem ouvir.

Neste segundo mandato, após vencer as eleições em 2014, ela deixou claro em seus discursos a necessidade de ouvir. Se integrar, cada vez mais com todos os setores da sociedade e economia.

O momento de ouvir é propício diante das imensas dificuldades enfrentadas por Dilma, seja no aspecto político, como econômico. A presidente ainda enfrenta pedidos de impeachment, tanto na Câmara, quanto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) há também pedido para cassar o registra de sua candidatura.

Assim, diante das imensas dificuldades, a presidente, em um momento estratégico, decidiu retirar do baú o Conselhão, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, um agrupamento de cerca de 90 empresários, sindicalistas e notáveis da vida artística e literária.

Objetivo: fazer com que as decisões sejam tomadas em conjunto, com o acordo de todos os setores.

Trata-se de uma invenção do então presidente Lula em 2003 que pretendia manter com a sociedade um diálogo informal. Há especialistas que acreditam que essa é uma instituição esquisita na medida em que o diálogo deveria ser feito por meio dos canais institucionais, ou seja, por meio do Congresso e dos partidos políticos.

A lista completa dos nomes designados para compor o conselho está publicada no Diário Oficial da União. A relação inclui empresários, representantes dos trabalhadores e da sociedade civil e é eclética. Estão nela desde Jorge Paulo Lemann (3G Capital) e Roberto Setubal (Itaú) à ex-jogadora de vôlei, Ana Moser.

Ontem, a presidente disse que a existência de conselhos para dar subsídio ao Poder Executivo em nada desfigura a autonomia e relevância da missão constitucional do Legislativo.

O Legislativo produz leis e fiscaliza as ações do Executivo. O conselho, vinculado ao Executivo, sugere, propõe, debate e critica medidas próprias do âmbito administrativo.

Ontem, o Conselhão reuniu representantes da sociedade civil e empresários para debater medidas econômicas. Este foi o primeiro encontro de 2016, depois de um ano e meio sem a reuniões desse tipo.

É importante ouvir. A presidente já se ateve a isso.

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