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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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Poucos leitos

19 MAI 2016 - 08h00

O DS trouxe ontem reportagem sobre a queda no número de leitos hospitalares. Só para se ter uma ideia, as cidades da região perderam 50 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) em um ano. O número é preocupante para as cidades do Alto Tietê, sobretudo, em Suzano, que perdeu nos últimos seis anos dois hospitais.

A situação ainda pode se reverter na cidade com a chegada de dois novos - um federal e outro estadual - para atender o SUS.

Na reportagem que o DS divulgou ontem, dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, por meio do Datasus, apontaram que o Alto Tietê contava com 1.528, em maio do ano passado. No mesmo mês deste ano, o número caiu para 1.478, uma diminuição de 3,27%.

A queda no número de leitos traz preocupação, principalmente porque uma grande parcela da população depende desse serviço essencial.

A reportagem do DS mostrou que os leitos estão distribuídos em 16 hospitais, sendo que Mogi das Cruzes possui sete unidades de saúde. Biritiba Mirim é o único município da região que não tem leitos.

O levantamento mostra que a maior queda de leitos do SUS aconteceram em duas divisões da pesquisa: a que considera especialidades de psiquiatria entre outras, com queda de 10,11%, já que passou de 178 leitos, no ano passado, para 160, neste ano; e o obstétrico, com uma diminuição de 9,68%. Passou de 186 leitos para 168. Somente seis cidades da região tem atendimento obstétrico: Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e Suzano. O município mogiano tem o maior número: 60.

O conceito de saúde hoje não se restringe apenas a postos de saúde, hospitais, médicos e demais profissionais da área. Esse conceito ampliou-se e inicia-se com acesso à moradia, educação de qualidade, saneamento básico, alimentação, emprego e lazer. São itens essenciais a que todo cidadão deva ter direito e são construtores da boa qualidade de vida, passando por uma boa condição de saúde.

A falta desses serviços, certamente, vulnerabiliza o cidadão, expondo-o mais facilmente a perda da saúde. No Estado do Ceará, esse quadro de vulnerabilidade é real por omissão de políticas públicas nessas variadas áreas. Quando se trata especificamente da rede de saúde púbica, aí sim tem-se uma lógica necessária para o seu bom aproveitamento, contemplando minimamente a excessiva demanda que existe. É preciso novos investimentos e garantia de um bom atendimento público.

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