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Jornal Diário de Suzano - 22/05/2020
DIARIO DE SUZANO SOLIDÁRIO

Reflexos na economia

30 MAR 2020 - 23h59
O DS trouxe, na edição de domingo, reportagem mostrando a preocupação da indústria com a queda na produção por conta do coronavírus. A situação foi reconhecidamente desfavorável pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), regional Alto Tietê, que alertou: os reflexos negativos vão ser inevitáveis.
É importante buscar alternativas. Reportagem na Agência Brasil ontem mostrou também que devido à pandemia de Covid-19, o mercado financeiro espera por retração da economia brasileira este ano. De acordo com o boletim Focus, do Banco Central (BC), a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no País – é de 0,48%. Na semana passada, a estimativa era de crescimento de 1,48%. Essa foi a sétima redução seguida na projeção.
O boletim semanal do BC traz as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos nos próximos anos. As previsões do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continuam em 2,50%.
As indústrias no Alto Tietê mantêm a linha de produção, apesar das dificuldades. O quadro de funcionários é o mesmo, mas existe grande preocupação sobre a possibilidade de demissões.
Só para se ter uma ideia, os reflexos do coronavírus na economia são diretas e impactantes.
A cotação do dólar, por exemplo, deve fechar o ano em R$ 4,50, a mesma previsão da semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,30.
As instituições financeiras consultadas pelo BC também reduziram a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu, pela terceira vez seguida, ao passar de 3,04% para 2,94%.
Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,60% para 3,57%. A previsão para os anos seguintes, 2022 e 2023, não teve alterações e permanece em 3,50%.
A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.
As medidas para tentar fortalecer ainda mais a economia devem ser tomadas. Por outro lado, respeitar as determinações das autoridades de Saúde é fundamental.
O País precisa vencer o vírus, e se planejar para que a economia não “quebre”.
O momento é de extrema dificuldades também para o pequeno comércio, mas é importante encontrar soluções viáveis com ajuda de um planejamento do governo, em parceria com estados e municípios.

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