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Jornal Diário de Suzano - 22/10/2020
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Representação feminina

23 SET 2020 - 05h00
Muitas mulheres ainda têm dificuldades de ocupar cargos de poder, serem eleitas ou terem voz ativa nas tomadas de decisões políticas. Isso acontece devido à exclusão histórica das mulheres na política e que reverbera, até hoje, no nosso cenário de baixa representatividade feminina no governo, segundo apontam especialistas.
Nesta semana, o DS trouxe reportagem mostrando que o número de vereadoras eleitas na eleição de 2016 no Alto Tietê representa 7,5% do total de cadeiras disponíveis.
A região elege 160 vereadores à cada quatro anos, somando as dez cidades, e apenas 12 mulheres conseguiram ser eleitas.
O cálculo é feito dividindo o número de mulheres eleitas pelo total de cadeiras (160). Em seguida, multiplica-se por 100.
Os dados foram extraídos de reportagem publicada pela Folha de S. Paulo na última quinta-feira (17).
O percentual de vereadoras no Alto Tietê eleitas é inferior a média nacional, que está em 13%.
Em Suzano, são duas mulheres na legislação 2016-2020: Gerice Lione e Neusa do Fadul. A casa Legislativa possui 19 cadeiras, e 17 são ocupadas por homens.
Segundo o Inter-Parliamentary Union, o Brasil é um dos piores países em termos de representatividade política feminina, ocupando o terceiro lugar na América Latina em menor representação parlamentar de mulheres. No ranking, a nossa taxa é de aproximadamente 10 pontos percentuais a menos que a média global e está praticamente estabilizada desde a década de 1940. Isso indica que além de estarmos atrás de muitos países em relação à representatividade feminina, poucos avanços têm se apresentado nas últimas décadas.
No Alto Tietê, em primeiro lugar em termos de representatividade está Itaquaquecetuba, como a Câmara com maior número de vereadoras eleitas. São três mulheres. São 19 vereadores eleitos em cada eleição. Atualmente, 16 são homens.
Na sequência aparece Arujá, com duas mulheres na Câmara Municipal. São 15 cadeiras, sendo 13 ocupadas por homens.
Em seguida, todas as cidades possuem apenas uma mulher entre os vereadores.
Já em Ferraz de Vasconcelos são 17 eleitos em cada eleição, e atualmente são 16 homens.
Mogi das Cruzes, município com o maior número de cadeiras na região. São 23 eleitos por eleição. Atualmente, 22 são homens.
Salesópolis possui 11 vereadores, sendo 10 ocupados por homens.
Por fim, Santa Isabel tem 15 cadeiras na Câmara Municipal, sendo 14 homens. Vale ressaltar que a cidade é governada por uma mulher, a Fábia Porto.
Esse cenário se observa em todas as esfera do poder do Estado. Desde as câmaras dos vereadores até o Senado Federal, essa taxa de representatividade ainda permanece muito baixa, mesmo em um cenário no qual 51% dos eleitores são mulheres. 
Os dados de 2016 mostram como o número de mulheres na política é baixo no Brasil. Observa-se que, naquele ano, apenas um cargo de governo estadual era ocupado por mulher, hoje a situação não é muito diferente, apenas dois governos estaduais não são governados por homens.

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