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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2020
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Risco da microcefalia

27 DEZ 2015 - 07h00

O País está em alerta. O Alto Tietê também e reforça suas prevenções para evitar que o vírus conhecido pela medicina desde o fim dos anos 40, o Zika, faça novas vítimas.

O vírus passou a ser assunto nos lares brasileiros depois que foi confirmado que filhos de gestantes infectadas podem nascer com microcefalia, uma malformação irreversível. Segundo a infectologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Eliana Bicudo, já foi relatado na literatura médica que o Zika pode ser transmitido pelo leite materno e pelo esperma.

A transmissão mais conhecida deste vírus, que começou a circular fortemente no Brasil este ano, é pelo mosquito Aedes Aegypti, também transmissor da dengue e da febre chikungunya. Até o começo de novembro, 18 estados tinham registrado transmissão interna de Zika, onde mais de 17 mil casos foram notificados.

Além de causar microcefalia, já está registrado na literatura médica que o Zika também pode desencadear a síndrome de Síndrome de Guillain-Barré, que é uma reação autoimune do organismo, geralmente relacionada a infecção por alguns vírus ou bactéria.

Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas febre, olhos vermelhos, manchas vermelhas com coceira, dores no corpo acometem apenas cerca 20% dos infectados, os outros não percebem que foram contaminados com o vírus. “Aí é que está o perigo, você pode estar com uma doença silenciosa, que trás um risco alto para grávidas e pode transmití-la”, pontuou a especialista.

Para quem tem o quadro típico, o tratamento está baseado nos sintomas, com uso de paracetamol ou dipirona, assim como acontece com a dengue e com febre chikungunya. Normalmente, depois de no máximo sete dias o paciente está totalmente recuperado.

Nesse momento é preciso se prevenir. As cidades do Alto Tietê estão tomando providências para evitar a chegada da doença por aqui.

Uma grande dificuldade para saber se a microcefalia é em decorrência do Zika é que o vírus só circula no sangue por cerca de cinco a sete dias. O médico pergunta e a mãe muitas vezes não lembra se teve o quadro, nem sabe se teve, afirmam especialistas. Como a relação entre o Zika e a microcefalia é muito recente, ainda não se sabe se o vírus pode causar sequelas ao bebê em qualquer período da gestação. Portanto é preciso se prevenir.

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