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Jornal Diário de Suzano - 14/09/2019
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Risco de contaminação

29 OUT 2018 - 23h59
O DS publicou na edição de domingo reportagem mostrando que a Secretaria de Meio Ambiente abriu edital de contratação para empresas que prestem serviço de investigação detalhada e análise de risco no Cemitério São João Batista, na região do Raffo, em Suzano. 
O trabalho foi solicitado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para avaliar as condições do cemitério do Raffo de demais instalações em outros municípios paulistas. No ano passado, o cemitério suzanense exumou corpos devido a suspeita de contaminação por necrochorume. O local é atualmente monitorado e o serviço solicitado pela Cetesb tende a dar continuidade aos trabalhos ainda pendentes, como a delimitação da área afetada. Riscos à população já foram descartados. 
Especialistas afirmam que quase todos os cemitérios públicos podem apresentar problemas hidrogeoambientais, ou seja, contaminação das águas subterrâneas (lençóis freáticos) pelo necrochorume, líquido eliminado pelos corpos no primeiro ano do sepultamento.
Recentemente uma reportagem divulgada no portal o arquivo (www.oarquivo.com.br) o geólogo paulista Lezíro Marques Silva, que pesquisa o assunto desde 1970, percorreu 600 cemitérios municipais e particulares em todo o Brasil, encontrando um quadro no mínimo preocupante: “Em cerca de 75% dos cemitérios públicos há problemas de contaminação e, nos particulares, o índice é de 25%”.
Segundo o pesquisador, o cadáver de um adulto, pesando em média 70 quilos, produz cerca de 30 litros de necrochorume em seu processo de decomposição.
No caso de Suzano, a reportagem do DS mostrou que o cemitério São João Batista é acompanhado pela Secretaria do Meio Ambiente desde o final do ano passado, quando mais de 80 sepulturas perpétuas tiveram que ser exumadas na área em que havia suspeita de contaminação. Na época, a Cetesb, por meio da Agência Ambiental de Mogi das Cruzes, informou que a ocorrência por necrochorume poderia acontecer, uma vez que as instalações do cemitério são antigas e não previam os sistemas de proteção ambiental atualmente adotados. 
O caso foi tratado como impacto ambiental, devido à ausência de normas durante a implantação do cemitério, há 40 anos. Após a constatação, a segunda etapa seria determinar a extensão da área afetada e o que causa o problema. O estudo deverá acontecer a partir da contratação desta empresa. A tecnóloga ambiental da Prefeitura, Natacha Nakamura, explica que a contaminação foi confirmada, como esperado, mas não há riscos à população. Seria apenas uma questão ambiental. 
Os cemitérios mais antigos não apresentam nenhum tipo de planejamento; eles foram construídos em locais onde o subsolo é bastante vulnerável. Na maioria deles a drenagem da água da chuva é precária, ocorrendo a inundação de alguns túmulos. A água da chuva, após atravessar os cemitérios, cai na rede pluvial urbana, sendo depois canalizada para corpos d’água contaminando as águas superficiais. Por tudo isso é importante fazer um monitoramento eficaz.

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