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Jornal Diário de Suzano - 12/12/2019

Salve uma mulher

03 OUT 2019 - 23h59
Os programas de combate à violência contra a mulher aumentam à medida em que novos casos vão surgindo em todo o País.
Os números mostram o surgimento de novos ataques e faz com que as autoridades policiais tentem reforçar a segurança e os governos buscarem programas de proteção.
Ontem, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou o projeto Salve Uma Mulher, que consistirá em treinar servidores e empregados públicos para dar suporte a mulheres vítimas de violência.
Um projeto importante que vai, sem dúvida, agregar às ações já tomadas no sentido de tentar reduzir os casos de violência.
Na primeira etapa do projeto, 476 mil pessoas receberão treinamento.
Desse total, 340 mil são agentes do Ministério da Saúde, 106 mil funcionários dos Correios, 30 mil conselheiros tutelares e 1.722 profissionais do quadro da Defensoria Pública da União. A projeção, porém, é de que, em dez meses, 2 milhões de pessoas passem pela capacitação, já que a expectativa é que abranja profissionais de beleza e de academias esportivas e líderes religiosos. Além da capacitação de funcionários da iniciativa privada através de uma plataforma EaD (estudo a distância), estão previstas as criações de grupos de multiplicadores voluntários e grupos de apoio.
Segundo o governo federal, o ensinamento abrange a identificação de uma situação abusiva, mas não se resume somente a isso. 
Ou seja, os instrutores também ensinarão a orientar a buscar ajuda das autoridades competentes para garantir sua segurança. Desse modo, os alunos terão condições de informar como se presta uma queixa contra o agressor e como a mulher agredida pode acessar serviços públicos.
Os instrutores do projeto, ao repassar as informações, também levarão em conta as especificidades de cada local. 
Conforme mostra o Atlas da Violência deste ano, a taxa de homicídio de mulheres cresceu acima da média nacional em 2017. Feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o levantamento indica que a taxa geral de homicídios no país aumentou 4,2% na comparação com o ano anterior, 2016. A taxa que conta apenas as mortes de mulheres, por sua vez, cresceu 5,4%.
Os pesquisadores também destacam que, em 28,5% dos homicídios de mulheres, as mortes foram dentro de casa, o que relacionam a possíveis casos de feminicídio e violência doméstica. Entre 2012 e 2017, a taxa de homicídios de mulheres fora da residência caiu 3,3%, enquanto a dos crimes cometidos dentro das residências aumentou 17,1%. Já entre 2007 e 2017, sobressai-se a taxa de homicídios de mulheres por arma de fogo dentro das residências, que teve alta de 29,8%.
De acordo com o 13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública, registrou-se, no ano passado, o mais alto índice violência sexual desde 2007, quando se iniciou a avaliação do volume de ocorrências. Agora a expectativa é de que o novo programa chegue também às cidades do Alto Tietê.

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