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Segurança em foco

14 JUN 2016 - 08h00

A segurança pública é, sem dúvida, um dos grandes desafios das autoridades municipais, estaduais e federal.

Apesar de a Constituição Federal garantir que a responsabilidade pelo setor é estadual, os municípios e a União podem contribuir de forma direta. O problema é quando o sistema de funcionamento do setor de segurança apresenta problemas ou falhas. O que é difícil passa a se tornar mais complicado ainda.

Em edição, na semana passada, o DS publicou reportagem que nas últimas semanas, um delegado da região tem acumulado funções em mais de uma delegacia do Alto Tietê para suprir as necessidades de unidade que não possui agente para o cargo.

A reportagem mostrou que o desdobramento das atividades dos profissionais da Polícia Civil já tem se tornado comum na região, isso porque outros delegados também acumulam duas ou três unidades que não possuem profissionais próprios. A informação que chegou ao DS, por meio de denúncia, vai ao encontro de dados apresentados pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp). Segundo o órgão, há déficit de pelo menos 35% de delegados no Alto Tietê.

Uma das grandes preocupações é com a possibilidade de o acúmulo de serviços possa sobrecarregar o trabalho dos policiais.

De acordo com o presidente do Sindpesp, George Melão, em todo Estado falta pelo menos 600 delegados.

Em 2015, levantamento nacional mostrou que déficit no Brasil é de 4.171 e que as unidades da Federação descumprem o fixado por lei. Para especialistas, o déficit, a burocratização e a má distribuição de delegados prejudicam as investigações, principal função do cargo. Com mais de 100 mil habitantes e um dos maiores índices de homicídios do Maranhão, a cidade de Açailândia, na divisa com o Pará, tem de "dividir" um de seus três delegados com outros sete municípios da região. A falta de delegado gera uma sensação de impunidade. O déficit, a burocratização da Polícia Civil e a má distribuição de delegados prejudicam as investigações, principal função do cargo.

Nesse momento é importante que, apesar de toda a redistribuição feita, o trabalho na segurança pública garanta ao cidadão uma efetividade esperada.

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