Envie seu vídeo(11) 4745-6900
quinta 09 de dezembro de 2021

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 09/12/2021

Trabalho escravo

29 SET 2021 - 05h00

Pelo menos 942 pessoas foram resgatadas de condição semelhante à de escravidão no Brasil no ano passado. Os dados são do Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
No último final de semana, o DS trouxe reportagem trazendo os dados das cidades da região. A boa notícia é que os casos foram zerados. Ou seja, não houve registro neste ano.
Mas, a situação ainda está longe de terminar em outras regiões no Brasil. Em Minas Gerais, por exemplo, os casos continuam. O Estado foi o maior com número de resgates em 2020, com 351 casos, seguido do Distrito Federal, Pará, Goiás e a Bahia.
Em Suzano, a fiscalização de trabalho escravo é tratada como prioridade no Ministério da Economia. Segundo o auditor do antigo Ministério do Trabalho em Suzano, José Luiz Lázaro, os casos foram zerados no Alto Tietê. A agência suzanense está fechada para atendimentos presenciais por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A maioria dos casos registrados foi na área de construção civil.
Mesmo não realizando atendimento prioritário, este tipo de assunto é tratado como prioridade. A iniciativa é importante porque precisa ser combatida.
Especialistas afirmam que a pandemia da Covid-19 tende a agravar esse cenário para imigrantes, negros e excluídos, com aumento do risco de formas inaceitáveis de trabalho.
Das vítimas resgatadas de trabalho escravo em 2020, 17% estavam em atividades de produção florestal; 15% no cultivo do café e 10% na criação de bovinos. Entre as atividades urbanas, destaque para o comércio varejista, com 10% dos casos, seguido da montagem industrial e estruturas metálicas e do setor de construção e imobiliário.
O trabalho em condições semelhantes à de escravidão é crime e uma grave violação dos direitos humanos. Segundo o Ministério Público do Trabalho, milhares de pessoas ainda são exploradas no Brasil por meio do trabalho forçado, da servidão por dívida, de condições degradantes de trabalho e de jornadas exaustivas.
Em Suzano, o trabalho de fiscalização é feito em conjunto com sindicatos. Em casos de grandes proporções, uma equipe da Capital, mais especializada, é acionada. 
Em 2015, 12 trabalhadores foram encontrados em condições de trabalho escravo em um alojamento no Jardim Santa Inês, em Suzano. O local estava bastante sujo e havia buracos de ratos por todo o cômodo. Além disso, foi constatado que o espaço era pequeno e o banheiro estava em situação precária.
Se a situação ser caracterizada como trabalho escravo, a empresa deve fazer a rescisão indireta do contrato e pagar as verbas rescisórias. Além disso, deve arcar com ônus de transporte para a terra de origem do trabalhador e multas administrativas.
É importante que o trabalho escravo seja combatido. É inaceitável que em, pelo século XXI, ainda exista trabalho escravo no País.

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias