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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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Trem do medo

26 ABR 2016 - 08h00

O DS trouxe, na edição de domingo, reportagem mostrando a falta de segurança nos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na matéria, assinada pelo repórter Marcus Pontes, um arrastão registrado na Linha 11-Coral, na sexta-feira à noite, entre as estações Ferraz de Vasconcelos e Antonio Gianetti Neto, causou pânico nos passageiros.

A situação é crítica. Será preciso encontrar uma solução para garantir o transporte digno de milhares de passageiros. Os arrastões não são o único problema. A imprensa tem noticiado casos de abuso contra mulheres.

Só para se ter uma ideia, os casos de assédio sexual em trens do Metrô e da CPTM dobraram nos últimos quatro anos.

O número de casos de assédio, por exemplo, passou de 80, em 2011, para 168, em 2015. Nesse período, foram registrados dez estupros e 564 suspeitos acabaram detidos.

Para o Metrô, as campanhas de combate a esse crime têm ajudado as mulheres a criar coragem para denunciar. Já as mulheres dizem que não aguentam mais e por isso se recusam a ficar caladas.

No caso do arrastão, três homens – sendo que um estava armado – entraram no trem, como se fossem passageiros, e quando a composição estava em movimento, o trio começou a roubar os pertences das vítimas de três vagões, entre eles, celulares, carteiras e objetos pessoais. Segundo testemunhas e o Sindicato Central do Brasil, cerca de 25 pessoas tiveram seus pertences roubados. A assessoria de imprensa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) alega que somente seis pessoas foram roubadas. Uma das vítimas foi agredida. O trio fugiu pela linha férrea, no sentido Ferraz.

A CPTM afirma que para garantir e ampliar a segurança nos trens, estações, pátios e linhas promove uma série de ações preventivas e repressivas.

Uniformizados ou não, integrantes do Corpo de Segurança Operacional da empresa circulam no sistema, que atravessa 22 municípios da Grande São Paulo.

Um contingente de aproximadamente 1,3 mil agentes (próprios e terceirizados), um sistema de monitoramento de imagens e parceria com órgãos de Segurança Pública do Estado (Polícias Civil e Militar) trabalham pela ampliação da sensação de segurança dos usuários, segundo da CPTM. É importante, no entanto, que todo esse trabalho seja ampliado.

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