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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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Urna eletrônica! É o fim?

03 DEZ 2015 - 07h00

Quem acompanhou as eleições pelo voto manual , na década de 1990, pela urna eletrônica, sabe a grande diferença que existe entre os dois métodos.

O segundo, mais tecnológico, garante, sobretudo, uma apuração rápida, ao ponto de que no mesmo dia, ao término da eleição já se sabe quem é o vencedor. No Brasil, a urna tem sido um exemplo. Pelo que se sabe, até hoje, nunca ocorreu grande escândalo de fraude com a urna eletrônica. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sempre defendeu a segurança, a plenitude e a eficácia do equipamento que, nada mais é do que um computador responsável pelo armazenamento de votos durante as eleições. O dispositivo começou a ser implementado no Brasil em 1996, mas não se tornou popular no resto do mundo por abrir diversas possibilidades de fraude. Mas, no Brasil o equipamento segue firme.

Ontem, o DS trouxe informação preocupante. Por causa da crise financeira, as eleições municipais do próximo ano deverão ocorrer manualmente, com o uso das cédulas de votação. A informação de que a votação acontecerá sem as urnas eletrônicas foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), na última segunda-feira e faz parte do contingenciamento orçamentário.

Grupos de engenheiros e pesquisadores ligados ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foram os responsáveis pelo projeto da eleição informatizada em grande escala no País. Destaca-se o trabalho dos engenheiros Mauro Hashioka (Inpe), Paulo Nakaya (Inpe), Oswaldo Catsumi (CTA), Miguel Adrian Carretero (Inpe), dentre outros profissionais, pela concepção da segurança do equipamento.

No entanto, todo esse trabalho pode terminar. Ontem, o DS ouviu responsáveis pelo trabalho das eleições em Suzano. A chefe de cartório da 181ª Zona Eleitoral de Suzano, Imaculada Pires de Almeida, por exemplo, relatou que os maiores problemas serão com os fatores tempo e desgaste da equipe. A apuração dos resultados das eleições passaria de um dia (com o processo eletrônico) para no mínimo dez dias (com processo manual).

Há cerca de 10 anos, em 1996, ocorreram, em Suzano, as últimas eleições com a utilização das cédulas de papel. Na época, a cidade possuía um pouco mais de 100 mil eleitores e a apuração dos resultados durava entre sete e oito dias. Um prazo impensável para quem já se acostumou com as urnas eletrônicas.

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