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Jornal Diário de Suzano - 01/10/2020
ÚNICCO POÁ
SOUZA ARAUJO
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO

Vulnerabilidade

14 JAN 2016 - 07h00

Os temporais que caíram na região mostraram que as cidades do Alto Tietê não estão preparadas para enfrentar as fortes chuvas.

O prejuízo contabilizado por milhares de pessoas, sobretudo nas cidades de Poá, Ferraz e Itaquá mostra também o quanto será difícil para os municípios tentar uma solução para o problema. Isso porque o planejamento urbano é de décadas atrás. E quando as cidades foram pensadas lamentavelmente não se atentou para o que a natureza poderia ocasionar.

Aliás, a natureza segue seu curso normal. O problema são as invasões nas áreas de mananciais, construção de residências próximas a córregos, como ocorre em Poá, e a falta de planejamento urbano em cada bairro.

Culpar esse ou aquele prefeito em um momento tão complicado como agora seria simples. Mas a situação é grave. A verdade é que muitos administradores que passaram pelas cidades não conseguiram uma solução concreta.

Os projetos, as propostas e as medidas paliativas não conseguem alcançar uma solução.

No sábado, a quantidade de residências atingidas pelas chuvas impressiona.

Vídeos postados nas redes sociais mostraram as cidades totalmente à mercê dos temporais. Comerciantes perdendo todos os seus pertences.

Em Poá, a própria administração reconheceu as enchentes como a maior de todos os tempos com o transbordamento do Córrego Itaim.

É preciso ressaltar outro ponto importante. Os problemas são comuns, as cidades são vizinhas. E, por isso, a solução só pode ser encarada com a parceria entre os municípios.

O governo do Estado também pode ser uma parceria importante e que deve entrar nessa discussão.

Por tudo que vem ocorrendo na região, em épocas de chuvas, já passou da hora de um planejamento regional, com base em propostas concretas, para tentar solucionar o problema das enchentes. Somente assim poderá amenizar a dor, o sofrimento e os prejuízos de milhares de pessoas.

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