Aflição e nervosismo marcaram o jogo do Brasil contra a Bélgica, durante as quartas de finais da Copa do Mundo. Nos bares em Suzano, a tensão tomou conta da torcida, sob os gritos de incentivo aos jogadores brasileiros. O pentacampeão deixa a Rússia e se despede, mais uma vez, do sonho do Hexa. A seleção do país europeu venceu por 2 a 1. Para os torcedores, contra-ataque belga foi fulminante e defesa brasileira falha. Derrota também atrapalhou os planos dos paulistas para feriado prolongado na terça-feira.
Ainda no 1º tempo, o Brasil tomou dois gols, sendo um contra. Apesar disso, a esperança continuou viva nos torcedores que apostaram na virada do placar para o 2º tempo. Lílian Alves, servidora pública, não torceu vestindo verde-amarelo e acredita que o lapso tenha influenciado no mau desempenho. Enquanto isso, as colegas que usavam as cores aproveitavam para registrar as últimas fotos usando a camisa brasileira nesta Copa. Para a suzanense, a dificuldade da seleção estava em finalizar as jogadas. "O Brasil está jogando bem, mas não consegue a finalização", disse a corinthiana que esperava a substituição do goleiro Alisson por Cássio.
Quem também esperava essa troca é o supervisor comercial Vitor Vertunes. "Estou triste porque o goleiro não passa confiança". Vitor acreditou que a partida chegaria aos pênaltis. No bolão da empresa, a aposta do supervisor foi de 2 a 0 para os brasileiros. A eventual vitória da seleção já estava nos planos do torcedor, que esperava uma folga prolongada na terça-feira durante a semifinal do campeonato. A classificação seria motivo de mais dispensa no trabalho. "A Copa era nossa única alegria", lamentou.
O gol brasileiro só veio aos 30 minutos do 2º tempo, com a cabeçada do meia Renato Augusto, que entrou substituindo Paulinho. O feito animou a torcida sofredora que voltou a acreditar até o último minuto. Mas não deu para o Brasil. Desolado, o bombeiro Marcelo Cavadas passou alguns minutos calado após o jogo. Acompanhado pela família, Cavadas demonstrou solidariedade à seleção. "Faltou passar mais a bola, mas a defesa não teve culpa. Era a partida decisiva para o Hexa".