O educador físico suzanense Danilo Brayner, de apenas 27 anos, esteve por 10 meses na China para coordenar dois projetos - que atendia cerca de 200 alunos - em um clube de futebol local. Durante a passagem pelo país asiático, ele contou que obteve grandes conquistas, como por exemplo, o convívio com a cultura e o ensino da modalidade esportiva. No entanto, também passou por dificuldades fora do comum, que até mesmo o fez voltar para o Brasil: se adaptar a alimentação chinesa.
Trabalhando no Corinthians, precisamente na sede do clube paulista, no Parque São Jorge, que Danilo, mais conhecido como Danilinho, teve a oportunidade de ter mais uma nova experiência no futebol. E dessa vez o passo foi além das fronteiras brasileiras. "Surgiu de fazer parte deste projeto inovador, no emergente futebol chinês, e não pensei duas vezes", relembra.
Em novembro de 2017 ele embarcou para Shanwei, na China. Danilo ficou na cidade litorânea por cinco meses e depois teve uma passagem por Hong Kong. Durante esse período, o suzanense atuou na formação de atletas no clube Libang International vinculado ao Guangzhou Evergrande, time que recentemente foi comandado pelo treinador campeão mundial Felipe Scolari, o Felipão.
Em solo chinês, Danilinho coordenava dois projetos no clube. O primeiro era de uma equipe de treinamento de jovens entre 15 e 17 anos para o mercado de grandes clubes do País, com média de 18 atletas de alto rendimento. O segundo acontecia aos finais de semana, era uma iniciação e ensinamento dos métodos de aprendizagem do futebol brasileiro. "Eles são extremamente apaixonados pelo nosso jogo", ressalta o suzanense. Cerca de 200 alunos treinavam neste projeto.
Mesmo com tudo dando certo dentro dos gramados, a vida extra campo não andava muito bem. Danilinho teve dificuldades para se adaptar a alimentação chinesa. "Tudo ocorreu muito bem com o futebol, tanto que em poucos meses já ministrava aulas sem ajuda do interprete. Mas a alimentação demorei mais tempo e foi um dos fatores que fez eu voltar para o Brasil", conta.
Desta forma, o suzanense resolveu voltar para a cidade mesmo o "lado do futebol" e profissional não querendo. Contudo, a passagem pela China trouxe muita bagagem e conhecimento. "O convívio com outra cultura foi enriquecedor. Os chineses são, em sua maioria, acolhedores e solícitos, em especial a brasileiros profissionais do futebol. Um povo trabalhador que nos deixa a lição de lutar por aquilo que se deseja, ignorando as respostas negativas que a vida por vezes nos dá. Os atletas são extremamente aplicados á tudo que solicitamos. Isto me trouxe uma responsabilidade ainda maior, pois tinha de lidar com todos de forma justa e cuidadosa, para que não houvesse falhas no aprendizado. A prática em liderar projetos com responsabilidade foi o meu maior aprendizado na China", comenta.
Para o futuro, Danilinho está engajado em contribuir com o desenvolvimento das equipes de futebol de Suzano. O treinador já passou pela escola do Grêmio em Suzano, Suzano Futsal, Grêmio de Porto Alegre, no Corinthians e nos clubes União Suzano Atlético Clube (Usac) e Esporte Clube União Suzano (Ecus).