O Mogi Basquete está no topo do basquete paulista mais uma vez. A equipe mogiana venceu o Sesi Franca por 68 a 53 na noite desta quinta-feira (15), no Ginásio Pedrocão, em Franca, pelo quarto jogo da final do Campeonato Paulista, fechou a série em 3 a 1 e conquistou o tricampeonato estadual. Depois das taças de 1996 e 2016, o clube volta a levantar o troféu dez anos depois da última conquista, escrevendo mais um capítulo histórico de sua trajetória.
A vitória fora de casa coroou uma campanha marcada pela consistência, pela força coletiva e pela conexão entre equipe e torcida. Com Fernando Penna no comando, o Mogi mostrou personalidade diante de um dos principais adversários do basquete nacional e confirmou o título justamente na casa do rival, que havia terminado a fase de classificação na liderança.
A conquista também marca a segunda final consecutiva do Mogi no Campeonato Paulista. Depois de chegar à decisão em 2025 e ficar com o troféu de vice-campeão, a equipe voltou a disputar o título em 2026 e, desta vez, concluiu a campanha com a taça.
Vitória construída do início ao fim
O Mogi começou a partida com intensidade e controle das ações. No primeiro período, venceu por 19 a 15 e manteve o ritmo no segundo, fechado em 18 a 17. Com isso, foi para o intervalo com cinco pontos de vantagem, vencendo por 37 a 32.
Na volta dos vestiários, a equipe mogiana seguiu firme na defesa e eficiente no ataque. Aos sete minutos do terceiro período, já havia ampliado a diferença para 12 pontos, com o placar em 44 a 32. O Mogi venceu a parcial por 14 a 10 e entrou no último quarto com vantagem de nove pontos.
No período decisivo, o time manteve o controle da partida, ampliou a diferença e venceu a parcial por 17 a 11, confirmando o triunfo por 68 a 53 e dando início à festa pelo terceiro título paulista da história do clube.
Georginho comanda a conquista e é eleito MVP das finais
Um dos grandes protagonistas da decisão foi Georginho. O armador, ex-atleta da equipe rival, terminou a partida como cestinha, com 21 pontos e oito rebotes, e também recebeu o prêmio de MVP das finais, reconhecimento pela atuação decisiva ao longo da série.
Nos quatro jogos da decisão, o camisa mogiano somou 103 pontos, com média de 25,8 por partida, além de 29 rebotes, média de 7,25 por confronto. Os números reforçam a importância do jogador na conquista e sua capacidade de liderar a equipe nos momentos decisivos.
Dontrell Brite também teve participação importante na vitória, com 15 pontos e quatro assistências. Rafael Paulichi contribuiu na disputa dos rebotes, enquanto Paulo Lourenço registrou cinco pontos e cinco rebotes, em mais uma atuação coletiva que ajudou o Mogi a superar o adversário.
Uma história de três títulos: 1996, 2016 e 2026
O tricampeonato de 2026 coloca mais uma data na história do basquete mogiano. A primeira conquista estadual veio em 1996, quando a equipe venceu o Franca e levantou o troféu pela primeira vez. Vinte anos depois, em 2016, o Mogi voltou ao topo sob o comando de Guerrinha, vencendo o Bauru na decisão.
Agora, dez anos depois, o clube volta a ser campeão paulista, novamente diante do Franca, e confirma sua terceira conquista estadual. Mais do que encerrar uma espera de uma década, o título representa a continuidade de uma história construída por diferentes gerações de atletas, profissionais e torcedores.
A conquista também conecta diferentes momentos do clube. Guerrinha, técnico campeão em 2016, atua atualmente nas Relações Institucionais do Mogi e acompanha de perto a nova fase do projeto. Já Fernando Penna, que trabalhou como assistente técnico de Helinho Garcia no Franca entre 2016 e 2018, alcança um dos principais resultados de sua trajetória à frente da equipe mogiana justamente contra seu antigo clube.
A reconstrução do projeto e a volta ao topo
O título também ganha significado especial diante do processo de reconstrução vivido pelo Mogi Basquete. Após a paralisação das atividades em 2022, em meio a dificuldades financeiras, o clube iniciou uma nova etapa em 2025, com a implantação de um modelo de gestão profissional baseado na Sociedade Anônima do Basquete (SAB) e conduzido pela All Sports.
A nova fase trouxe como pilares o planejamento, a transparência, a responsabilidade financeira e o fortalecimento da estrutura esportiva e administrativa. A conquista paulista representa um resultado importante dentro desse processo de retomada, construído com o trabalho conjunto da gestão, da comissão técnica, dos atletas, dos funcionários, dos parceiros e da torcida.
Dentro de quadra, o grupo respondeu com uma campanha consistente. O Mogi encerrou a primeira fase na segunda colocação, com seis vitórias em sete partidas, o mesmo retrospecto do Franca, que ficou em primeiro lugar pelo resultado do confronto direto.
Nos playoffs, a equipe eliminou o São José por 2 a 0 nas quartas de final e superou o Corinthians por 3 a 0 na semifinal, garantindo vaga na decisão pelo segundo ano consecutivo.
Na final, o Mogi venceu o primeiro jogo por 86 a 82, no Pedrocão, e ampliou a vantagem com uma grande atuação no Hugão, triunfando por 92 a 60. Depois de ser superado por 68 a 66 no terceiro confronto, diante de sua torcida, o time voltou a Franca e confirmou o título com a vitória por 68 a 53.
A temporada também teve destaque internacional, com a campanha invicta do Mogi na fase de grupos da Liga Sul-Americana, em que conquistou três vitórias em três partidas. O desempenho reforçou a competitividade do elenco e a evolução do trabalho ao longo do ano.
A Hora do Show: uma conquista construída com a cidade
A campanha do Mogi também foi marcada pela aproximação com a torcida e pela identidade com Mogi das Cruzes. Com o conceito “A Hora do Show”, o clube fortaleceu a conexão entre equipe, cidade e torcedores, transformando cada partida em uma oportunidade de celebrar o basquete mogiano.
Na final do Paulista, o Ginásio Hugo Ramos recebeu lotação máxima nos dois jogos disputados em casa, com a torcida empurrando a equipe em momentos decisivos da série. A presença nas arquibancadas, as ações de experiência para os torcedores e o envolvimento da comunidade reforçaram o papel do Hugão como a casa do Mogi.
Mesmo no jogo decisivo, em Franca, a energia construída durante a campanha acompanhou o grupo, que conseguiu superar a pressão de atuar fora de casa e confirmar a conquista.
O tricampeonato é, assim, uma celebração que ultrapassa as quatro linhas. É o reconhecimento de uma história que atravessou gerações, da força de uma torcida apaixonada e de um projeto que voltou a sonhar alto.
Próximo desafio já é pelo NBB CAIXA
O Mogi Basquete volta à quadra neste sábado (17), às 16h, no Ginásio Hugo Ramos, para enfrentar o Corinthians na estreia do NBB CAIXA 2026/27.
Os ingressos já estão disponíveis para compra pelo site mogibasquete.eleventickets.com
Depois de conquistar o Paulista pela terceira vez, o Mogi retorna para casa com a taça e a confiança renovada para iniciar mais uma temporada nacional diante de sua torcida.
1996, 2016 e 2026. O Mogi Basquete é tricampeão paulista!
Mogi Basquete vence Franca e conquista tricampeonato Paulista após dez anos - (Foto: Wilian Oliveira/Mogi Basquete)