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Brasileiros buscam mercados exóticos do futebol como alternativa profissional

13 MAR 2016 - 08h00

A China é o eldorado da vez para jogadores e treinadores brasileiros. No entanto, outros países, vários deles na Ásia, também se tornaram garimpos promissores. São nações sem tradição no futebol, como Tailândia, Mianmar e até mesmo o Casaquistão, mas que oferecem oportunidades e sobretudo, bons salários.

Tais condições atraem cada vez mais profissionais pouco conhecidos no Brasil, mesmo porque fizeram carreira em times pequenos e com salários idem - em fevereiro, a CBF divulgou relatório mostrando que 97,43% dos jogadores do País ganham até R$ 10 mil mensais, sendo que 82,40% recebem até R$ 1 mil. Também segundo a entidade, há brasileiros espalhados por 82 países, alguns bem periféricos no futebol.

Diante disso, ganhar no mínimo US$ 8 mil (cerca de R$ 28,7 mil por mês), ainda que para isso se tenha de parar do outro lado do mundo, não é mal negócio. "Como o dólar no Brasil está em alta, vale a pena vir para cá. Eles estão crescendo e a cada ano que passam estão pagando melhor", diz Ricardo Jesus.

"Eles", no caso de Ricardo, são os tailandeses. O atacante de 30 anos chegou em janeiro ao Thai Honda, que disputa a Segunda Divisão do país. Depois de perambular por clubes pequenos e médios do Brasil, ser companheiro de Ronaldinho Gaúcho no Querétaro mexicano e defender o Fortaleza por quatro meses em 2015, resolveu "abraçar a oportunidade" que surgiu. "A carreira é curta, a gente tem de correr atrás do pé de meia."

É isso que faz Gilberto Macena, atacante nascido no Tocantins há 31 anos. Atualmente, está na Arábia Saudita, onde defende o Al-Qadisiyah. Mas jogou a temporada passada no Buriram United, um dos principais times tailandeses, pelo qual ganhou quatro títulos. "Creio que foi uma temporada muito boa, de grandes alegrias", define.

Ao ser questionado pela reportagem sobre como foi parar na Tailândia, Ricardo Jesus respondeu: "Um empresário entrou em contato e disse que tinha essa oportunidade. Como eu queria sair de novo do Brasil, aceitei".

O jogador admitiu que no México ganhava um melhor salário, mas enfatizou que o seu vencimento atual "não está ruim". "Meu time é da Segunda Divisão. Paga salário razoável", destacou o jogador, que em sua carreira também já esteve na Grécia e na Rússia.

Ele, porém, reconhece que preferia poder trilhar carreira no próprio Brasil.

"Eu sai do Brasil com 20 anos, mas na verdade, o sonho era jogar sempre no Brasil. Consegui. Joguei na Ponte Preta, Avaí e outros Mas o jogador tem de abraçar a oportunidade", justificou.

Já ao ser questionado se já conseguiu um bom patrimônio com suas passagens pelo futebol estrangeiro, Ricardo Jesus disse que tem "alguns imóveis em Florianópolis", mas enfatizou: "Ainda não é o que a gente deseja para poder encerrar a carreira, mas já é alguma coisa".

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