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CBB nega gastos ilícitos de patrocínio com esposa do presidente Carlos Nunes

26 NOV 2015 - 07h00

A crise gerada ontem na Confederação Brasileira de Basquete (CBB), com as acusações de gastos ilícitos de verba proveniente de patrocínio, caiu como uma bomba na entidade. Por isso, horas depois das alegações serem reveladas, uma nota de esclarecimento foi veiculada no site da confederação com o intuito de negar qualquer irregularidade.

Na manhã de ontem, uma matéria divulgada pelo site UOL garantiu que boa parte da verba disponibilizada pela patrocinadora Eletrobras à CBB foi gasta de forma irregular. Através de documentos obtidos através da Lei de Acesso à Informação, o veículo mostrou que mais de R$ 2 milhões teriam sido destinados a artigos luxuosos como viagens, jantares caros e vinhos para a esposa do presidente da entidade, Carlos Nunes.

Segundo a acusação, isto fez com que a prestação de contas da CBB à Eletrobras fosse recusada. A empresa alega que R$ 2.308 235,25 dos R$ 4 milhões disponibilizados foram gastos de forma ilícita, sendo boa parte deste valor com a senhora Clarice Mancuso Garbi. No cartão corporativo de Carlos Nunes, aparecem gastos com restaurantes caros e compras em lojas na Europa. Entre os roteiros internacionais estão Madri, Cancún (México) e Paris.

Em nota oficial, a CBB negou as acusações. "As premissas utilizadas para elaboração de mais uma matéria contra a administração da CBB são propositadamente equivocadas", garantiu "Objetivamente, não houve nenhum gasto de recursos públicos com despesas pessoais ou indevidas da presidência, visto que, no curso do contrato em que aquelas citadas despesas ocorreram, a CBB entregou, periodicamente, toda a documentação de movimentação para a Eletrobras, que fez as devidas análises".

A entidade garante que o processo que corre na Justiça movido pela Eletrobras contra a CBB não tem qualquer relação com as acusações feitas nesta quarta-feira. "A verdade é que a ação judicial tem por base um contrato específico (muito diferente do contrato originário de patrocínio encerrado em 2012), onde nenhuma daquelas despesas citadas se insere nas prestações de contas".

A confederação ainda garantiu que os gastos particulares são realizados através de recursos privados. "A CBB submete todas as suas movimentações, de qualquer natureza, à apreciação de auditoria independente e aos controles estatutários. Todas as movimentações indevidas são motivo de retificações e reparos".

Em meio ao furor causado pela acusação, a Associação dos Atletas Profissionais de Basquetebol do Brasil (AAPB) se manifestou através de uma nota de repúdio, mostrou-se contra qualquer contravenção realizada pela atual diretoria da CBB, mas adotou cautela antes de se posicionar contra a entidade.

"A matéria de cunho jornalístico apresenta detalhes dos supostos desvios de finalidade no emprego da utilização dos recursos da CBB, mas ainda não indica decisões judiciais que confirmem a ilicitude dos atos praticados", afirmou.

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