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Jornal Diário de Suzano - 27/11/2020
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Daniel Alves e Alisson ganham espaço na seleção após 2 empates

31 MAR 2016 - 08h00

Dunga não terá mais qualquer teste antes de convocar a seleção brasileira para a Copa America Centenário.

Por isso, os jogos contra Uruguai e Paraguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 serviram como a última oportunidade para o treinador estar junto com seus jogadores. Essas duas partidas e o período de treinamento em Teresópolis (RJ) e Viamão (RS) fizeram com que ele firmasse convicções. Alguns jogadores ganharam pontos, outros perderam.

O jovem goleiro Alisson, de 23 anos, saiu dos dois confrontos com crédito ainda maior com Dunga.

O técnico valoriza não só o que o jogador faz dentro do campo, mas também como se comporta fora dele. Embora tenha levado um gol defensável diante do Uruguai, o jogador do Internacional fez defesas importantes e mostrou personalidade.

Se o jovem Alisson foi bem, a grande estrela da seleção esteve no extremo oposto. Neymar teve atuação apagada no empate com o Uruguai, no Recife, foi suspenso por cartão amarelo e, mais uma vez, desfalcou a seleção em momento decisivo. Claro que Dunga nem pensa em abrir mão dele. Mas Neymar ficou com a imagem arranhada.

Enquanto isso, Daniel Alves ganhou ainda mais espaço, graças ao seu comportamento. Experiente, é respeitado no grupo e figura certa na Copa América Centenário. O gol marcado contra o Paraguai, no último minuto, só reforçou a ideia de Dunga de contar com atletas mais preparados para momentos de adversidades

Willian e Douglas Costa dificilmente chamam a atenção individualmente, mas são fundamentais para o esquema do treinador e também estão em alta. São, inclusive, nomes especulados na lista de possíveis convocados acima de 23 anos para a disputa da Olimpíada do Rio, em agosto,, principalmente o jogador do Chelsea.

Ricardo Oliveira, apesar dos 35 anos, ainda é um dos melhores centroavantes do País. Dificilmente irá à Copa do Mundo de 2018, mas, para um momento em que o mais importante para o time brasileiro é vencer, sua presença também é importante.

O caso mais curioso é o de Renato Augusto. O meia chegou sob muita desconfiança por ter ido para o futebol chinês, mas surpreendeu positivamente. Além de ter marcado um bonito gol contra o Uruguai, apareceu bem e mostrou frieza mesmo nos momentos de maiores dificuldades nos dois jogos. No seu caso, a dúvida está se ele vai conseguir manter o padrão atuando no outro lado do mundo.

QUEDA

Alguns jogadores não conseguiram render o esperado e vão merecer atenção maior de Dunga. Na lateral esquerda, Filipe Luís fez com que Marcelo volte a ter boas chances de ser lembrado novamente.

Volantes e zagueiros parecem ser a pedra no sapato de Dunga. Luiz Gustavo e, principalmente, Fernandinho estiveram muito abaixo do esperado.

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