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Jornal Diário de Suzano - 29/09/2020
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Defesa Civil interdita parte de setor do estádio do Morumbi após queda de grade

13 MAI 2016 - 08h01

Após o acidente no estádio do Morumbi na última quarta-feira, a Defesa Civil determinou nesta quinta a interdição da primeira fileira de cadeiras de todo o anel inferior. O São Paulo disse ter concordado com a ordem e garantiu que vai bancar todos os gastos hospitalares das 23 vítimas.

Os torcedores estavam em um camarote e caíram cerca de dois metros até o fosso quando uma grade do guarda-corpo cedeu durante a comemoração do gol contra o Atlético Mineiro, pela Copa Libertadores. Segundo o clube, foram 16 feridos e sete transferidos para hospitais. Destes, três vão passar por cirurgias, mas não correm risco.

O vice-presidente de comunicações e marketing do clube, José Francisco Manssur, afirmou que o local tem laudos de liberação do Corpo de Bombeiros datado deste ano e trabalhos de inspeção realizados anualmente. "Não é possível dizer se é prudente ou recomendado trocar a estrutura. Quando houver a recomendação, não vamos nos furtar a fazer algo", disse.

O camarote do local do acidente tinha capacidade para 500 pessoas e contava com 441 presentes no jogo. O clube contratou duas empresas para fazer avaliações técnicas e propor soluções. A diretoria prometeu aguardar os laudos do Corpo de Bombeiros e da perícia antes de tomar providências.

"Um guarda-corpo não pode cair a qualquer força, mas se ele não ceder, pode causar esmagamento e as pessoas podem se espremer", explicou Manssur. O dirigente disse não estar preocupado com possíveis punições por priorizar no momento a recuperação das vítimas.

O administrador Salim Ali estava entre os cerca de 30 torcedores que caíram no fosso. O filho dele de 11 anos passou por cirurgia nesta quinta-feira para recuperar três fraturas na face. "A grade estava fraca e mal conservada. Vi que a base dela estava enferrujada", contou. Apesar da reclamação, o são-paulino elogiou o atendimento do clube.

O clube afirmou que a queda resultou em 16 vítimas. Outras sete foram removidas para hospitais e três continuam internadas para a realização de cirurgia. Duas que foram liberadas pelos médicos sentiram dores e voltaram para nova avaliação. "O São Paulo acompanhou todas as pessoas. Os funcionários do clube viraram a noite com essas pessoas no hospital, acompanharam e ficaram ao lado durante toda a noite. Nenhuma das vítimas corre risco de morrer", explicou.

Manssur explicou que no caso do próximo jogo do São Paulo no Morumbi, que será pelo Campeonato Brasileiro, a fileira interditada estará marcada com faixas e com segurança reforçada para evitar que os torcedores sentem no local. A partida seguinte do time em casa será no próximo dia 22 contra o Internacional, pela segunda rodada.

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