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Jornal Diário de Suzano - 26/11/2020
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Del Nero manobra para manter aliados na CBF

06 DEZ 2015 - 07h00

 Marco Polo Del Nero licenciou-se da presidência da CBF, mas mantém o poder de articulação na entidade. Ele foi o mentor da escolha do presidente da Federação Paraense, Antônio Carlos Nunes de Lima, para substituir José Maria Marin numa das vice-presidências da CBF. A eleição será no dia 16 e a opção por Nunes tem o objetivo de barrar a possibilidade de Delfim Peixoto, vice-presidente mais velho da confederação, chegar ao poder.

A manobra é simples: Nunes tem 77 anos e se tornará o vice mais velho, pois Delfim, presidente da Federação Catarinense e vice pela Região Sul, tem 74. Assim, o raciocínio foi de que, caso Del Nero sofra forte punição do Comitê de Ética da Fifa e tenha de deixar a CBF, o que automaticamente anularia sua decisão de nomear Marcus Vicente o presidente interino durante sua licença, o aliado Nunes assumiria o comando.

A convocação para a eleição do substituto de Marin - em prisão domiciliar em Nova York, ele deixou o cargo vago por mais de 180 dias - foi o primeiro ato efetivo do presidente interino, Marcus Antônio Vicente (Del Nero licenciou-se por 150 dias, para cuidar de sua defesa perante o Comitê de Ética da Fifa e a Justiça americana, que o acusa de vários crimes). Mas pode acabar numa batalha judicial.

Del Nero, investigado na Fifa entre outros temas por suspeita de compra de votos, pode ser suspenso temporariamente. A expectativa é de que a Comissão de Ética, que ontem suspendeu por 90 dias o paraguaio Juan Angel Napout e o hondurenho Alfredo Hawit (foram presos na quinta-feira), se pronuncie sobre o brasileiro amanhã ou terça-feira. Se a suspensão temporária ocorrer, seu ato indicando Vicente permanecerá válido e, por consequência, a assembleia do dia 16, com votos dos 27 presidentes de federações e dos 40 clubes da Séries A e B do Campeonato Brasileiro.

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