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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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Ex-presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio morre aos 81 anos

10 DEZ 2015 - 07h00

O São Paulo se despede hoje, no cemitério do Morumbi, na capital paulista, de um dos presidentes mais icônicos e irreverentes da história. Juvenal Juvêncio faleceu ontem, aos 81 anos, após longa briga contra o câncer de próstata. Como principais legados, deixa as conquistas de três títulos brasileiros e a idealização do Centro de Formação de Atletas, em Cotia (SP).

Dono de bom humor e personalidade forte, Juvenal Juvêncio presidiu o clube por três mandatos. A primeira passagem foi entre 1988 e 1990, para depois retornar e acumular três gestões seguidas, entre 2006 e 2014. Além desses períodos, participou de outras diretorias do São Paulo como vice-presidente ou diretor de futebol. Juvêncio ficou marcado pelas declarações fortes e por tomar frente em projetos ambiciosos, como tentou colocar o estádio do Morumbi como sede da Copa do Mundo de 2014.

Juvenal Juvêncio se envolvia com o elenco, a ponto de receber uma homenagem quando deixou a presidência, em 2014. Os jogadores o receberam no vestiário com uma máscara do dirigente, que ficou emocionado com o gesto. O ex-presidente nasceu em Santa Rosa do Viterbo (SP), era advogado e sócio do São Paulo desde 1970. Ingressou na diretoria em 1984, como diretor de futebol de Carlos Miguel Aidar, a quem viria suceder.

Nos últimos meses, o ex-presidente teve de se afastar da vida política do clube para tratar da saúde. O São Paulo confirmou a morte do ex-mandatário, mas ainda não há mais informações sobre o velório e o enterro.

Juvenal Juvêncio presidiu o São Paulo entre 1988 e 1990 e depois, entre 2006 e 2014. Nessa última gestão, liderou o clube ao tricampeonato brasileiro e também à conquista da Copa Sul-Americana, em 2012. Deixou de ocupar cargo na diretoria em 2014, quando rompeu com o ex-aliado político Carlos Miguel Aidar e saiu da diretoria das categorias da base do clube. Desde então, passou a atuar na oposição.

O dirigente ocupou a direção do Departamento de Futebol do São Paulo no começo da década de 1980, período que coincidiu com a formação do time conhecido como "Menudos", formado por Silas, Muller, Pita e Sidney. A formação, sob o comando do técnico Cilinho, ganhou o Campeonato Paulista de 1985.

Já como presidente, em 1988, sucedeu a Aidar e promoveu reformas na sede social do São Paulo. Em 2005, na gestão de Marcelo Portugal Gouvêa, retornou à diretoria de futebol e ajudou na inauguração do Centro de Formação de Atletas em Cotia, aberto naquele ano e responsável por revelar garotos para o time profissional.

Antes de deixar a presidência no segundo mandato, Juvenal Juvêncio indicou Aidar como o seu sucessor. Os dois romperiam cinco meses depois do início da nova gestão. O conflito modificou o jogo político do São Paulo e "rachou" o Conselho Deliberativo em período que ficou marcado pela rivalidade entre os dois e consequentemente, os respectivos apoiadores.

Juvenal Juvêncio continuou ativo na política do São Paulo durante 2015, até se afastar no segundo semestre para cuidar da saúde. Em outubro Aidar renunciou ao cargo após denúncias de irregularidades e uma nova eleição foi convocada, quando o antigo aliado de Juvêncio, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, foi eleito. Apesar dessa movimentação nos bastidores, o ex-presidente já estava debilitado e não compareceu ao pleito.

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