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Jornal Diário de Suzano - 20/09/2020
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Fifa aprova medida para controlar entidades e CBF terá de mostrar contas

25 FEV 2016 - 08h00

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e as federações nacionais vão ser obrigadas a tornar públicas todas as auditorias realizadas sobre suas contas e, uma vez por ano, convocar uma auditoria independente para examiná-las. A Fifa aprovou as novas regras que estipulam um maior controle não apenas para seus números, mas também os das entidades nacionais. A federação que não cumprir pode ser punida ou até excluída de competições. A CBF, porém, terá até 2018 para se adequar.

As novas regras dependem de uma aprovação completa das reformas da entidade, amanhã, para que entrem em vigor. A Fifa também vai exigir "ficha limpa" de qualquer dirigente que assuma algum cargo na entidade máxima do futebol.

Segundo fontes da Fifa, a proposta é de que as federações nacionais adotem as regras até 2018, sob a ameaça de serem suspensas. Hoje, 81% das 209 federações nacionais não apresentam seus registros financeiros ao público - 85% não publicam seus balanços financeiros. Além disso, 21% delas nem contam com websites.

Apenas 14 associações publicam informações suficientes sobre como gastam dinheiro, entre elas Canadá, Dinamarca, Inglaterra, Itália e Suécia. O Brasil não faz parte da lista.

Na CBF, porém, a cúpula garante que as auditorias não serão um problema, já que a auditoria Ernst & Young está analisando as contas da entidade. A Fifa deseja que os resultados se tornem públicos.

O controle ainda vale para o dinheiro enviado pela Fifa às federações nacionais para projetos de desenvolvimento, alvo de escândalos de corrupção nos últimos meses. O Estado obteve cópias dos formulários que terão de ser devolvidos até dia 31 de março pelas entidades locais. A exigência também pede uma "carta independente assinada por auditor, os extratos das contas bancárias e quanto foi recebido e gasto no período".

FIFA ASSUME PROJETOS - Sem confiar na CBF, a Fifa mudou o acordo para o financiamento de centros de treinamento que seriam construídos pelo Brasil a partir das receitas da Copa do Mundo de 2014 e decidiu assumir as obras dos projetos, inclusive a contratação de fornecedores.

No Mundial, a Fifa anunciou um fundo com US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 400 milhões) para iniciativas no País.

O dinheiro seria parte do legado que a Copa deixaria ao Brasil. Mas, quase dois anos depois, apenas US$ 8 milhões (R$ 32 milhões) foram liberados e só um projeto, no Pará, foram concluídos. Diante do indiciamento de Marco Polo Del Nero na Justiça norte-americana, da prisão de José Maria Marin e da indefinição sobre quem seria o presidente da CBF, todos os recursos foram congelados.

Ontem, o presidente interino da CBF, coronel Antônio Nunes, esteve pela primeira vez na sede da Fifa, ao lado de Fernando Sarney, seu vice.

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