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Jornal Diário de Suzano - 27/11/2020
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Investida de clubes da China leva três jogadores do Corinthians

10 JAN 2016 - 07h00

O Corinthians é até agora o clube brasileiro que tem sofrido o maior assédio dos chineses. Três titulares da campanha do hexacampeonato nacional do ano passado já foram para o país asiático: o meia Renato Augusto, o volante Ralf (ambos para o Beijing Guoan) e o meia Jadson (Tianjin Quanjian).

Mais dois titulares têm propostas do times da China. O volante Elias recebeu uma oferta do Hebei China Fortune e Gil foi procurado pelo Shandong Luneng, que já tirou do Parque São Jorge o fisioterapeuta Bruno Mazziotti, responsável por recuperar fisicamente Ronaldo Fenômeno e Renato Augusto.

Por enquanto, as transferências para o mercado chinês renderam R$ 27 milhões aos cofres do clube. O dinheiro é considerado baixo porque as multas dos jogadores não era não eram altas para o mercado internacional. Para piorar, o Corinthians tinha apenas 30% dos direitos econômicos de Jadson e 50% dos de Renato Augusto.

O desmanche no elenco deixou o presidente Roberto de Andrade irritado principalmente pela forma como os jogadores saíram do clube. O dirigente não foi nem procurado pelos chineses, que negociaram salários diretamente com os atletas e seus empresários e depois o Corinthians foi comunicado de que iria receber um depósito com o valor da multa rescisória na conta do clube.

"Nenhum clube da China fala com o Corinthians. Ninguém, ninguém, ninguém. Nem por e-mail, sinal de fumaça, nada, porque não sei de nada", reclamou Andrade na última quinta-feira durante entrevista no CT do Parque Ecológico.

Os salários oferecidos pelos chineses são fora da realidade do futebol brasileiro. Renato Augusto, por exemplo, receberá R$ 2 milhões por mês. Hoje, o atleta com o maior salário no Corinthians é Alexandre Pato, que ganha R$ 800 mil.

Sem poder financeiro para se defender dos ataques dos chineses, o Corinthians teme perder Elias e Gil. A janela de transferências para a China fecha apenas no fim de fevereiro. "Teremos mais um mês tumultuado", admitiu o diretor adjunto de futebol Eduardo Ferreira.

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