Envie seu vídeo(11) 97569-1373
quarta 12 de dezembro de 2018

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 11/12/2018
PMMC DEZEMBRO - SALA DO EMPREENDEDOR
MRV DEZEMBRO - 13º EM DOBRO
PMMC BAZAR SOLIDARIO 2018

Ivan Grava fala como a tecnologia ajuda na preparação dos jogadores

Médico do Corinthians também comentou questões técnicas da medicina de casos específicos de três jogadores

Por Lucas Lima - de São Paulo18 NOV 2018 - 09h30
Médico do Corinthians, Ivan Grava, concedeu entrevista exclusiva para o DS no Centro de Treinamento (CT) Joaquim GravaFoto: Bruna Nascimento/Divulgação
O médico do Corinthians, Ivan Grava, concedeu entrevista exclusiva para o DS no Centro de Treinamento (CT) Joaquim Grava na última terça-feira. Responsável por cuidar de lesões e acompanhar a parte física dos atletas do time profissional, o doutor contou como foi sua chegada ao clube em 2014 e detalhou como o avanço da tecnologia tem auxiliado em seu trabalho. Ele também comentou questões técnicas da medicina de casos específicos dos jogadores Romero, Pedrinho e Fagner.
 
Chegada ao Corinthians
 
Antes de entrar no Corinthians, Ivan teve passagem por outro clube do Estado: o Audax. O convite para integrar ao clube alvinegro, há quatro anos, o pegou de surpresa. "O médico que trabalhava aqui no Corinthians pediu para sair por problemas pessoais e então houve o convite do Joaquim Grava para eu trabalhar aqui. Na hora, não tive dúvida e aceitei", enfatizou.
 
Em um momento descontraído na sala de vidro do CT do Corinthians, Ivan contou que seu pai, Joaquim Grava - ícone do clube -, o incentivou desde sua chegada. "Não só aqui, mas atuar no futebol foi o que sempre gostei desde muito novo. Quando entrei na faculdade para fazer medicina eu já me interessava nessa área do esporte. Então foi um caminho natural que aconteceu e vim para o Corinthians que era um sonho que sempre tive".
 
Trabalho
 
Questionado sobre a tecnologia auxiliar o seu trabalho, o médico falou que o futebol, hoje em dia, não são apenas equipamentos que o ajudam. Segundo ele, o departamento médico é multidisciplinar, onde milhares de profissionais atuam em conjunto com o médico na parte de treinamento, de jogo, fisioterapia e fisiologia.
 
"Um exemplo são os 'maiôs', que os jogadores usam nos treinos e jogos. É estilo um 'GPS', o qual o fisiologista obtém vários dados para ver a carga do atleta, se está sendo ou não satisfatório", explicou. 
 
Em relação ao desgaste dos jogadores, principalmente do atacante Romero , que nas partidas tem função múltipla de atacar e defender, Ivan esclareceu que raramente um atleta sai exausto de uma partida devido o bom preparo que recebe.
 
"Para um jogador sair desgastado de um jogo existe várias variáveis: a posição do jogador, o quanto de jogos está fazendo no ano, quanto em um determinado período e o próprio jogo em si, que depende muito do que aconteceu dentro de campo para sair desgastado ou não. Contudo, hoje em dia, eles são muito bem preparados. Lógico que tem o desgaste normal, mas não de sair exausto de campo, pois é feito um trabalho para que possam fazer sua função sem precisar de tanto esforço".
 
Outro assunto abordado durante a entrevista foi o preparo do atacante Pedrinho. Desde que saiu das categorias de base do clube e subiu ao time profissional ouviam rumores de que o jogador não conseguia atuar os 90 minutos de uma partida. 
 
O médico do Corinthians explicou que ele foi promovido ao elenco principal bem novo e passava por um momento de formação, de evolução.
 
"A parte do médico no caso do Pedrinho é avaliar o jogador, ver se ele tem alguma patologia, e caso tenha, tratá-la. Mas, o Pedrinho subiu bem novo e está em formação ainda. É um desenvolvimento natural dele. Num primeiro momento ele até poderia ter se cansado ou desgastado mais em alguns jogos por ele estar em um momento de evolução e mudança de categoria, da base para o profissional. Hoje, ele já fez vários jogos 90 minutos e está desempenhando muito bem a função".
 
Sobre recuperações rápidas de lesões, como a do lateral Fagner, que voltou antes do previsto aos gramados - na época, foi dispensado da seleção, mas em poucos dias conseguiu jogar pelo Corinthians na semifinal da Copa do Brasil contra o Flamengo -, Ivan disse que é normal acontecer esse tipo de evolução no quadro do atleta. 
 
"Depende da lesão que o jogador teve e de acordo com ela, nós passamos uma previsão conforme está escrito na literatura. Durante o tratamento vai se acompanhando com exames, imagens, exame físico, testes, que fazemos de acordo com o tratamento com a evolução do quadro clínico dele. Eventualmente os jogadores voltam antes do previsto porque ele evoluiu bem ao tratamento. Sempre fazemos de tudo para voltar sem risco de sofrer uma nova lesão ou agravar a mesma", completou.

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias