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Jornal Diário de Suzano - 04/12/2020
Sec de Governo - Educação Kit de Atividades 02 - Dezembro
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Não há país 100% preparado contra o terrorismo', diz Abin sobre Rio-2016

24 NOV 2015 - 07h00

O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Trezza, reconheceu ontem, em entrevista, que "não há País no mundo 100% preparado" para enfrentar o terrorismo. Ele se referia à preparação do Brasil para a Olimpíada de 2016, que está em discussão pela Abin em um seminário, em Brasília.

Segundo ele, "não há temor (de atentados terroristas no Brasil), mas um trabalho preventivo" e, para isso, o País está mantendo intercâmbio com todo o mundo para trocar informações na área de inteligência. Trezza ressaltou, no entanto, que "não há indício de célula do estado islâmico ou qualquer outro grupo da área" de terror no País.

Em palestra, Trezza, depois de listar os atentados terroristas ocorridos nos últimos anos, reconheceu que "estamos em uma escala terrorista mundial". De acordo com o diretor da agência, "neste momento, quase que a força total de trabalho da Abin está voltada para Olimpíada", mas ressaltou que é "fundamental trabalhamos com cooperação internacional".

Ele informou que, dos 206 países que poderão estar presentes aos Jogos, pelo menos a metade terá pessoal de seus próprios países atuando no Brasil no período das competições. De acordo com Trezza, dez países são considerados alvos de alto risco para terrorismo: Canadá, Estados Unidos, Egito, França, Grã-Bretanha, Irã, Iraque, Israel, Rússia e Síria. O Brasil está entre os de menor risco, mas a presença destas delegações no País eleva a atenção na nação para este tipo de ataque.

Em relação ao cuidado com a entrada de estrangeiros no Brasil, principalmente os refugiados, o diretor-geral da Abin disse que existe um sistema de monitoramento onde a colaboração com os países de origem deles é fundamental. "Há uma preocupação de saber, entre os refugiados, quem entra e quem está no Brasil", disse ele, ressalvando, em seguida, que a pessoa responsável pelo ato de terror não precisa ser estrangeiro e pode estar no País.

"Um atentado terrorista é necessariamente executado não só por estrangeiros. Poderia em tese, ter alguém do país envolvido nisso, hoje fala-se do lobo solitário", comentou ele, que citou também que a Abin faz "uma série de acompanhamentos", inclusive monitoramento de redes sociais.

Em entrevista, o diretor da Abin explicou que, nas "avaliações de risco" feitas pela agência, "o terrorismo não é a principal ameaça" aos Jogos Olímpicos. Na sua opinião, "terrorismo é uma preocupação", mas "crime comum é uma grande preocupação" e insistiu os trabalhos de inteligência com forças de segurança federal, estadual e municipal ajudarão no combate a estes crimes "Segurança total não existe, mas trabalhamos em busca do zero erro", disse ele.

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