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Jornal Diário de Suzano - 26/09/2020
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Polícia investiga dinheiro de torcidas organizadas e prende 26 torcedores

16 ABR 2016 - 08h00

A Polícia Civil fez na manhã de ontem a maior operação já realizada contra torcidas organizadas em São Paulo. Em resposta aos conflitos no último dia 3, durante o clássico entre Palmeiras e Corinthians, foram cumpridos 69 mandados, 26 prisões e a promessa de aperto às facções, principalmente na parte econômica.

"Queremos focar na questão fiscal, na renda das torcidas organizadas. Vamos passar um pente-fino nas receitas delas, tanto na origem como no destino do dinheiro. Não vai mais existir meio-termo", afirmou o Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, que classificou a operação como a maior já realizada.

A Secretaria de Segurança Pública acionou a Secretaria da Fazenda para que fossem buscados livros contábeis e registros financeiros das agremiações. Na sede da Gaviões, no bairro do Bom Retiro, foram apreendidos cerca de R$ 62,7 mil, cuja origem ainda não está esclarecida pela polícia.

Batizada de Cartão Vermelho, a operação teve a participação de 200 pessoas, cem viaturas e atuação em oito cidades paulistas, além de Uberaba (MG). A ação, resultado de cinco dias de planejamento, foi motivada pelas brigas e confrontos do último clássico paulista.

No começo do mês, torcedores se envolveram em conflitos em vários pontos da Grande São Paulo. José Sinval Batista de Carvalho morreu ao ser atingido por uma bala perdida na Zona Leste, a estação Brás do metrô foi depredada em prejuízo estimado em R$ 19 mil e em uma confusão na avenida Doutor Arnaldo, corintianos agrediram palmeirenses que estavam em um carro.

Pela participação nesse último conflito foi preso o torcedor Helder Alves Martins. O corintiano foi o responsável em 2013 por disparar um sinalizador que matou o boliviano Kevin Spada durante jogo da Libertadores em Oruro e ainda esteve presente em briga de torcidas no mesmo ano, em Brasília.

A operação se concentrou em quatro sedes de torcidas organizadas de Palmeiras e Corinthians: Mancha Alviverde, Mancha Alviverde Baixada Santista (Praia Grande), Gaviões da Fiel e Pavilhão 9.

O Corpo de Bombeiros também acompanhou os trabalhos e deve realizar laudos técnicos sobre as sedes das torcidas. A Pavilhão 9, do Corinthians, já teve o prédio lacrado por não ter alvará. O secretário afirmou que a Gaviões da Fiel também deve ser emparedada por falta de documentação.

Nas sedes das torcidas organizadas os policiais recolheram facas, apetrechos para a produção de bombas caseiras e celulares com trocas de mensagens realizadas no dia das brigas.

Os agentes também cumpriram mandados de busca na casa de alguns integrantes da Independente, maior torcida organizada do São Paulo, investigados por ofensas divulgadas em redes sociais.

Da lista dos 37 mandados de prisões, 27 são de forma preventiva e dez são temporária. Ainda restam 11 torcedores que ainda não foram encontrados.

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