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Jornal Diário de Suzano - 26/09/2020
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Por zika, potências olímpicas se previnem antes da disputa dos Jogos

28 FEV 2016 - 08h00

O surto de zika no Brasil não deverá mesmo ter maiores impactos nos Jogos do Rio, como sustentam os organizadores. Alguns dos principais comitês olímpicos nacionais do mundo afirmaram que não pretendem deixar de vir à Olimpíada por causa da doença. Muitos, porém, vão adotar medidas extras de prevenção - o que inclui até o uso de mosquiteiros nos apartamentos da Vila Olímpica e roupas mais longas.

Desde o início do mês, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou os casos de microcefalia ligados à zika emergência mundial, o tema se tornou assunto recorrente. Isso levou até mesmo o Comitê Rio-2016 a reunir especialistas na área médica para tratar do assunto. No exterior, houve quem sugerisse o adiamento ou até o cancelamento dos Jogos.

Os Estados Unidos, principal potência olímpica, foi um dos primeiros a se manifestar sobre o fato. "A equipe americana já olha para os Jogos e não evitamos, nem vamos evitar, que nossos atletas compitam por seu país caso se classifiquem", declarou Patrick Sandusky, porta-voz da entidade.

O clima de insegurança em função do zika parece não ter afetado os comitês olímpicos nacionais de outras potências. Com maior ou menor veemência, Alemanha, Espanha, Austrália, Japão, França e Bélgica, ouvidos pela reportagem, descartaram ficar de fora da Olimpíada.

Vencedor de 44 medalhas, sendo 11 de ouro, nos Jogos de Londres-2012, o comitê olímpico alemão firmou parceria com a maior fabricante de repelentes do seu país e fornecerá o produto para todos os integrantes da delegação durante a estada no Rio de Janeiro. A entidade também quer que os atletas utilizem mosquiteiros nos quartos da Vila Olímpica.

Em Paris, o Comitê Nacional Olímpico da França não decidiu se divulgará uma cartilha de recomendações aos atletas. A razão: a estação em que a competição será realizada no Rio é favorável à erradicação do vírus. O tema está em terceiro plano nos interesses do comitê, atrás do desempenho da equipe em 2016 e da candidatura de Paris aos Jogos de 2024.

Já o Comitê Olímpico Belga planeja uma série de medidas para garantir a segurança e a saúde dos atletas. Segundo o diretor médico da entidade, Johan Bellemans, o receio é pequeno, já que os Jogos ocorrerão com clima mais seco e temperaturas mais baixas, ambiente desfavorável à reprodução do mosquito. "Nesse período do ano há muito menos mosquitos, e logo muito menos risco de infecção", diz o comunicado distribuído pelo comitê belga.

Feita a ponderação, a entidade aconselhou que os atletas usem repelente e vestes de mangas longas, além de calças, em lugar de bermudas, de forma a evitar a exposição da pele às picadas. "Nós estamos convencidos que o Comitê Organizador, o Comitê Olímpico Internacional e as autoridades brasileiras oferecerão um ambiente seguro para o sucesso dos Jogos Olímpicos", afirmou o chefe do time belga, Eddy De Smedt. "Não há razão para pânico".

Décima colocada no quadro de medalhas na última Olimpíada, a Austrália vai adotar procedimento semelhante ao da Alemanha. "Estamos orientando os integrantes da equipe sobre os riscos e maneiras de atenuá-los, como usar mangas compridas e repelentes, além de fechar as janelas e usar o ar-condicionado na Vila Olímpica", declarou o comitê.

A Espanha também confirmou presença, mas adotou um tom um pouco mais cauteloso. "Até o momento, vamos participar. Para isso, vamos tomar as medidas sanitárias necessárias", destacou o comitê nacional.

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