entre nós A figura humana no acervo do MASP
Ao longo da História da Arte, a representação da figura humana foi um meio de demonstração de poder do Clero e da aristocracia, da adoração de deuses e santos, da mimetização do real, da transformação da sociedade e da própria arte nos séculos 19 e 20. É esta diversidade de formas de representação que a mostra ENTRE NÓS – A figura humana no acervo do MASP apresenta ao público carioca a partir de 7 de fevereiro, reunindo mais de 100 obras do maior acervo de arte da América Latina no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – CCBB Rio.

A exposição tem curadoria de Rodrigo Moura e Luciano Migliaccio, da equipe de curadores do MASP, e traz obras dos maiores nomes da arte mundial – Rafael, Francisco de Goya, Amadeo Modigliani, Vicent Van Gogh, Pablo Picasso, Edgard Degas – e da arte brasileira: José de Almeida Júnior, Anita Malfatti, Cândido Portinari, Lasar Segall e Victor Brecheret, entre outros tantos. A mostra tem o patrocínio do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE e será inaugurada no CCBB Rio de Janeiro, seguindo para o CCBB Belo Horizonte e depois para o CCBB Brasília.
O pintor e gravador espanhol Francisco Goya y Lucientes está presente com Retrato da condessa de Casa Flores (1790-1797) em diálogo com A educação faz tudo (1775-1780), do francês Jean-Honoré Fragonard. As obras, em composição com dois dos principais nomes da pintura acadêmica brasileira do século 19 – Interior com menina que lê (1876-1886), de Henrique Bernardelli, e O pintor Belmiro de Almeida (século 19), de José Ferraz de Almeida Junior – evocam o surgimento do Iluminismo europeu e a busca por um ideal civilizatório brasileiro durante o Segundo Reinado.
Desta época, a mostra traz, ainda, obras emblemáticas de Vincent Van Gogh, A arlesiana (1890); Paul Gauguin, Pobre pescador (1896); Pierre Bonnard, Nu feminino (1930-1933); Amadeo Modigliani, Retrato de Leopold Zborowski (1916-1919), e uma série de esculturas de Edgar Degas que mostram a evolução dos movimentos de uma bailarina - Bailarina que calça sapatilha direita (1919-1932), Bailarina descansando com as mãos nos quadris e a perna direita para a frente (1919-1932) e o feminino, como em Mulher grávida (1919-1932) e Mulher saindo da banheira (fragmento), 1919-1932.

Nas obras de Carlos Prado, Varredores de rua (Os garis), 1935, Roberto Burle Marx, Fuzileiro naval (1938) e Vendedora de flores (1947), obra doada ao museu durante a SP-Arte/2015, estão narradas à realidade do povo diante das injustiças do país, assim como Candido Portinari, com São Francisco (1941) e Maria Auxiliadora da Silva, com Capoeira (1970), que narram traços da cultura popular brasileira.

Um dos artistas mais importantes do modernismo brasileiro, o escultor de origem italiana Victor Brecheret, criador do Monumento às Bandeiras, marco das celebrações do quarto centenário da cidade de São Paulo, está representado por seu Autorretrato (1940).

Hoje
Sinval Talarico Simões, Ricardo Pavésio, Gisele de Paula, Ilka do Carmo, Daiana Nardini, Vinicius Siqueira, Kátia De Bastiani, Karla Silva Fabiano, Malu Santos, Epeus Michelette, Wagner Verlangieri Rodrigues e Mayra Cavalcante.
Amanhã
Karim Salman, Miriam Souza Camargo, Mara Bertaiolli, Spartaco Biagio, Eduardo Maekawa Narusawa, Márcio Feijó Garrido, Lílian Azevedo, Walter Rodrigues de Aguiar, Cida Bou Ghosn, Luiz Fernando Innocencio, Fabio Kanaan, Roseane Machado, Márcia Garrido, Fabiano Souza Palgrossi, Fátima Eugenio Morumbi e Leonardo Cardi.