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Nacional

Dilma empossa Lula na Casa Civil; população se manifesta nas ruas

18 março 2016 - 08h00 Por Gabriely Machado
Dilma empossa Lula na Casa Civil; população se manifesta nas ruas

Os novos ministros assinaram por volta das 10h45 de ontem os termos de posse de cargo ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT). Assinaram os termos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como ministro-chefe da Casa Civil; Eugênio José Guilherme de Aragão, como ministro da Justiça; e Mauro Ribeiro Lopes, ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Instantes depois, juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, suspendeu a posse de Lula (leia mais em matéria abaixo). Praticamente todos os ministros do governo estavam na cerimônia, à exceção de Jaques Wagner. Dilma ressaltou que o diálogo com Lula, interceptado na gravação, tinha teor "absolutamente republicano". Ela criticou a ação de divulgar a áudio e falou sobre a assinatura à qual se referia no áudio. "Eu estou guardando essa assinatura desse termo de posse como uma prova. Ocultaram que o que fomos buscar no aeroporto era esta assinatura, que está assinado pelo presidente Lula, mas não tem a minha assinatura e, portanto, isso não é posse", disse. MANIFESTAÇÃO O protesto da Avenida Paulista pela renúncia da presidente Dilma e contra o ex-presidente Lula teve briga entre manifestantes favoráveis à mesma causa, agressões contra um adolescente de 17 anos que disse "não vai ter golpe", gás de pimenta e hostilidade contra o secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, que precisou fugir escoltado do local sob vaias e gritos de "ladrão". O primeiro caso aconteceu por volta das 12 horas. Um rapaz vestido de vermelho foi perseguido e chutado por um grupo que gritava "comunista" e "petista" contra ele. Um manifestante e a namorada tentaram acalmar os ânimos e um outro ativista agrediu o casal. Houve briga e a PM precisou retirar o homem e a mulher do local dentro de viaturas da polícia. O caso aconteceu em frente ao secretário Moraes que deu uma coletiva de imprensa na esquina da avenida com a Rua Pamplona. Ele explicava que não houve diferenciação da pasta com os atos organizados pelo Movimento Passe Livre (MPL) e os contra o governo Federal e que o cenário era "absolutamente pacífico". Ao ser questionado por uma repórter sobre a briga, ele criticou a jornalista. "O que você está dizendo é de um sensacionalismo que eu diria ridículo. Basta ver que está absolutamente tranquilo". Em seguida, o secretário começou a ser insultado por manifestantes. Ele foi chamado de "ladrão" e também de "fascista". A PM e a segurança pessoal dele precisaram escoltar Moraes. No domingo, na mesma esquina, o governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves (PSDB), também precisaram fugir do local após serem hostilizados pela população. Um homem tentou jogar uma bandeira nele, mas um dos guardas o puxou pelo colarinho.